Cristina Sena
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Meio milhão de reais. Esse é o prejuízo mensal da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) por causa de furto de água. As táticas para burlar a verificação do consumo vão desde adulterações no medidor, como furá-lo, colocar arames para travar seu funcionamento, até realizar ligação direta com a rede pública ou mesmo com a instalação do vizinho. Quem paga a conta, no último caso, é o proprietário do imóvel ao lado.
As fraudes onde há rede de abastecimento implantada são fiscalizadas pela Caesb. Os furtos de recursos hídricos, a exemplo dos de energia, são mais comuns do que se imagina. O superintendente de Comercialização da companhia, Emerson de Oliveira, alerta que, com a contratação de uma empresa para reforço há um ano, a fiscalização está mais intensa.
Em todo o DF são 570 mil ligações de água. Desde agosto de 2009, foram 4.114 fraudes confirmadas. O dobro do estimado para o período. “Isso não significa aumento do número de furtos, e sim maior eficácia nas operações de fiscalização. Nós monitoramos o consumo mês a mês e, quando há uma queda considerável, um bombeiro da Caesb é enviado ao local para checar o que está acontecendo”, explica.
Com o convênio, o índice de perda caiu de 31% para 24,5%, considerado um dos melhores em todo o País. São um milhão de metros cúbicos de água em um ano que passaram a ser registrados pelos hidrômetros da companhia. O suficiente, segundo Oliveira, para abastecer toda a cidade de Brazlândia. “Quem pensa que o prejuízo maior é da Caesb, engana-se. Quem furta água é igual a quem furta energia. Como não paga, não se preocupa em poupar. A água é um recurso não renovável cada vez mais escasso”, ressalta.
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