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Tambor de Crioula de Seu Teodoro é atração em Planaltina

O projeto traz para a Roda algumas falas de mestres da cultura popular, como Martinha do Coco, Chico Simões e Formiguinha

Foto: Davi Mello

Vítor Rosas
(Jornal de Brasília / Agência de Notícias)

O Projeto Rodas da Vida encerra sua participação neste sábado (9/10) no Centro Histórico de Planaltina, a partir das 15h, celebrando as culturas tradicionais do Distrito Federal. Estará presente, junto com a Comunidade de Capoeira Formigueiro de Angola, o Tambor de Crioula de Seu Teodoro.

Para quem não conhece, esse projeto nasceu com o objetivo de integrar diversas manifestações culturais, em uma brincadeira que têm como base a roda da capoeira, e consiste em 6 apresentações que circulam por três Regiões Administrativas: Taguatinga, São Sebastião e Planaltina, levando essa brincadeira em diferentes ritmos e danças, criando diálogo entre eles e fortalecendo o reconhecimento dessas linguagens enquanto Patrimônio Imaterial da Humanidade.

São elas a capoeira, o mamulengo, o samba de roda, o coco, o jongo e o tambor de crioula. Além disso, o projeto traz para a Roda algumas falas de mestres da cultura popular, como Martinha do Coco, Chico Simões e Formiguinha.

Segundo Flávia Lucci, uma das idealizadoras, este projeto é um desdobramento do “Projeto Rodas Ancestrais”, realizado em 2018, que ofereceu a escolas públicas de Samambaia uma apresentação construída a partir  da fusão entre a capoeira, o mamulengo, o samba de roda e o maculelê.

“O Rodas Da Vida propõe aumentar o leque de possibilidades, trazendo para a Roda outras manifestações em espaços e Regiões Administrativas diferentes. Com a pandemia, ocorreram adaptações, mas seguimos cumprindo seu propósito de integração e perpetuação da nossa cultura”. Ela ainda reforça que não existe um público específico, todos podem frequentar.

O que é a Roda?

A “Roda” é elemento fundamental de diversas manifestações de nossa cultura popular, principalmente as que possuem origens afro-indígenas. Por ser um lugar de ritual e celebração, acontecem encontros, trocas e aprendizagens. Como é tradição oral, as rodas se configuram como espaços de vivência e identidade, sendo escola para o repasse e a continuidade de diversas tradições culturais.

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Tambor de Crioula

De acordo com o Iphan e INRC Bumba Meu Boi de seu Teodoro, Tambor de Crioula é “uma forma de expressão de matriz afro-brasileira, encontrada em diversos estados do país. Tem forte presença no estado do Maranhão, sobretudo na Baixada Maranhense. Envolve dança de roda, canto e percussão”. Os homens, conhecidos como “coreiros”, são responsáveis pelos toques de três tambores (grande ou rufador, meião ou socador, crivador ou pequeno) e das matracas. A dança é realizada pelas “coreiras”, mulheres que formam uma meia lua em torno dos instrumentos, o ritmo é dado pelo tambor grande, e a alternância entre cada coreira é efetuada por meio da “punga” ou “umbigada”, gesto ancestral de fertilidade onde as mulheres tocam ventre com ventre convidando a outra para entrar na roda.








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