Gabriela Echenique
Folhapress
A ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro (PL-DF), tem confidenciado aos aliados que só vai definir as estratégias de campanha incluindo a definição do seu suplente ao Senado, em agosto.
Isso porque ela tem concentrado os cuidados ao ex-presidente Jair Bolsonaro após ele passar por uma cirurgia no ombro.
Integrantes do PL afirmam que Michelle está sobrecarregada e que isso tem inviabilizado a agenda pública da pré-candidata ao Senado. O nome dela está posto, mas não tem feito campanha nas ruas.
Mesmo assim, a avaliação interna no partido é que ela não precisa usar o período da pré-campanha porque já tem um nome viável.
Além disso, postagens da ex-primeira dama nas redes sobre os cuidados ao marido são usadas como ativo político e eleitoral, principalmente de olho na eleitora conservadora.
O PL, no entanto, aposta na entrada mais rápida de Michelle na campanha para impulsionar o segundo voto ao Senado na deputada Bia Kicis (PL-DF). O cenário, para ela, é mais difícil, mas a direita aposta na aliança com a ex-primeira dama para garantir as duas cadeiras do Distrito Federal na Casa.