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Brasília

Taguaparque: um espaço democrático

Arquivo Geral

07/06/2009 0h00

No final da tarde, site o parque fica lotado de gente. O espaço é democrático: ciclistas, corredores, skatistas, patinadores e estudantes, que procuram as copas das árvores para colocar em dia a leitura. Todos se encontram no mesmo lugar para desfrutar do verde exuberante. O som de fundo não é muito agradável – furadeiras, caminhões, tratores e escavadeiras trabalham a todo  vapor no local –, mas ninguém reclama, porque o barulho é por uma boa causa. Não, não se trata de uma reforma no Parque da Cidade. O local em questão fica a cerca de 30 quilômetros de lá, em Taguatinga, e atende pelo nome de Taguaparque.


Finalmente, depois de anos de polêmica, o “Parque da Cidade” de Taguatinga saiu do papel. Uma vitória para os moradores de Vicente Pires e Taguatinga, que viram seus imóveis valorizarem. “As casas aqui valorizaram muito depois desse empreendimento”, disse o radialista Gilberto Amorim, 50 anos, morador da Colônia Agrícola Samambaia.


A inauguração da primeira etapa do parque ocorreu ontem. O governador José Roberto Arruda aproveitou para assinar a ordem de serviço para as obras da segunda etapa. Ele também anunciou um investimento de R$ 50 milhões na construção do Parque da Asa Norte, que fará divisa com o Setor Noroeste.

Nos 90 hectares do Taguaparque, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) construiu três estacionamentos, cinco quadras de futebol de areia, cinco de vôlei de praia, três conjuntos com aparelhos de ginástica (os chamados circuitos inteligentes), playground para as crianças, churrasqueiras e outras dezenas de benfeitorias.

O diretor-presidente da estatal, Luiz Carlos Pietschmann, avalia que a entrega do parque aos moradores representa um marco histórico no DF. Ele também ressaltou o trabalho dos funcionários da Novacap na construção do Taguaparque. “Os funcionários estavam desmotivados. É impressionante como eles estão motivados agora. A construção do Taguaparque, além de ser importante para a população, representa o resgate da Novacap à frente das obras importantes em Brasília”, destaca Luiz Carlos.


Ele comentou que isso representou  uma economia significativa aos cofres do GDF. “O Taguaparque será o orgulho da Novacap. A empresa que construiu Brasília também vai fazer parte da história moderna da capital. Ao aproveitar a estrutura da empresa, como máquinas, equipamentos e mão de obra, o governo faz uma grande economia e teve mais agilidade na execução do serviço”, afirmou Luiz Carlos.


Para a pedagoga Eleuza Rosa Viola, 49 anos, o Taguaparque significa mais do que uma vitória. “Dá muito orgulho ver esse parque lindo assim. Eu sempre tive esperança que um dia alguém fosse fazer desse parque uma realidade e, finalmente, esse dia chegou”, comemora. As primas Tauane, 13 anos, e Tamara de Almeida, 17, concordam com Eleuza, mas alertam que o zelo deve existir sempre. “O lugar é lindo, mas não podem deixar tudo jogado”, diz Tauane. “Tem que haver limpeza todos os dias e segurança para as pessoas”, complementa Tamara.

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