Renata Rios, do Clicabrasília
renata.rios@clicabrasilia.com.br
Os futuros moradores do novo bairro Noroeste no Distrito Federal não são os únicos a pensar em uma forma de cuidar da natureza. É fácil achar tentativas de preservação em vários locais da cidade. Muitas residências utilizam formas de economizar água, luz e reaproveitar o lixo para colaborar com um mundo mais sustentável.
Tecnologias que cuidam do meio ambiente são cada vez mais comuns nas construções do Distrito Federal. Coletores solares, aproveitamento da água das chuvas, luminárias que utilizam a luz solar, biodecompositores para lixo orgânico, todos estes exemplos de adaptações podem ser feitas em casa para economizar energia e diminuir os impactos à natureza.
Segundo a arquiteta formada pela UnB – que atualmente é pesquisadora e doutoranda da Universidad Politécnica de Madrid –, Joara Cronemberger, a construção civil é um dos setores que mais danifica a natureza. “As construções consomem 40% de toda a energia e materiais produzidos, 25% da madeira plantada e 17% da água utilizada em todo o mundo”, explica a pesquisadora.
Ações no Distrito Federal
Na Asa Norte, é possível ver um exemplo da consciência de que a atitude quanto aos recursos ambientais deve mudar. A Escola Anjo da Guarda, na 913 norte, coleta a água da chuva para lavar o chão, molhar o jardim e até utiliza-la nas descargas de alguns banheiros. A água que escorre dos telhados é coletada por uma calha com um filtro. No final, o líquido fica armazenado em duas caixas d’água subterrâneas – uma com 60 mil litros de capacidade e a outra com 50 mil. “Nosso projeto não é simplesmente para guardar água, também ajudamos a preservar com essa atitude”, conta a freira Inês Aires Fiorentini.
O engenheiro civil José Avelino de Oliveira, formado na Escola Nacional de Engenharia – atualmente Universidade Federal do Rio de Janeiro – explica que adaptações como estas devem ser estudadas. “Um dos pontos fundamentais da sustentabilidade é a necessidade. No Japão toda agua é aproveitada, mas na Amazônia isso não é preciso”, pondera o engenheiro.
A água coletada durante as chuvas na escola serve também para amenizar os meses de seca. “Neste ano a chuva parou em abril e o reservatório de 110 mil litros durou até o início de julho”, explica a freira. A escola tem ainda a preocupação de criar a conscientização nos pais e alunos. “É importante preparar as crianças para cuidar do futuro”, Inês complementa.
O sistema não dá trabalho de manutenção. Com quase cinco anos de funcionamento, a bomba e o filtro foram checados pela primeira vez somente há alguns meses. “Fizemos o primeiro reservatório no final de 2005. No fim e 2007 decidimos construir o segundo”, conta Inês. A escola também usa placas coletoras solares para aquecer a água. “Coletores solares já são uma tecnologia bem viável. Já a captação da água da chuva costuma não ser um bom investimento em casa”, explica Avelino que avalia que em casos menores a vazão de água não justifica o investimento.
Conceito e necessidade
A sustentabilidade é uma realidade. Muitos indicadores já demonstraram que o nosso planeta não suporta a exploração desenfreada dos recursos naturais. “A atual consciência de que as construções devem ser sustentáveis não é nada mais que um retorno às práticas lógicas que esquecemos”, explica a pesquisadora, Joara. O conceito de sustentabilidade pode, e deve, ser utilizado em qualquer construção.
Porém, não é só na execução da obra que a consciência ambiental deve ser utilizada. “Se todo o lixo produzido fosse separado adequadamente a totalidade do material teria um valor comercial”, ressalta o Avelino. Outra coisa fundamental para a preservação é o planejamento. “O projeto de arquitetura é fundamental para a economia de recursos”, avalia o engenheiro.
Para uma obra com essa mentalidade de preservação, a construção é feita de maneira integrada com a natureza. Clima, geografia e recursos naturais são fatores que devem ser considerados na hora de planejar. Segundo a especialista, o uso de algumas fontes não renováveis é inevitável. Porém, esses recursos devem ser utilizados com a maior eficiência possível.
Obras com esse viés tendem a sair cerca de 20% mais caras que as construções normais. O retorno não pode ser esperado em curto prazo. Entretanto, com o passar do tempo, as adaptações para preservar a natureza acabam economizando recursos, como água e energia elétrica, o que reflete nas contas. “A princípio, construir o reservatório foi caro” conta a freira. Aos poucos a economia na conta de água vai justificando a iniciativa. Outra coisa que deve ser considerada é a qualidade de vida, que aumenta uma vez que estes princípios são utilizados.
Iniciativas de baixo custo
Não são apenas equipamentos caros e sofisticados que preservam o meio ambiente. Existem alternativas criativas e baratas que possibilitam a economia dos recursos naturais.
Luminária Solar
Este é um projeto simples que não custa muito caro e ilumina bem durante o dia. A luminária deve ser feita em um local que o sol alcance bem e pode ou não ter instalação elétrica para uma lâmpada, que possibilita o funcionamento da luminária durante a noite.
O sol bate na telha transparente e é refletido em direção à luminária. O ideal é que a superfície espelhada seja feita de espelhos. Porém também é possível utilizar papel alumínio. A luminária pode ser instalada no teto normalmente.
Uma lâmpada pode ser instalada dentro do duto onde a luz passa. Assim a luminária também pode funcionar durante a noite.
Está luminária custa para ser feita entre R$ 80,00 e 100,00. Ela pode ser utilizada em qualquer ambiente mas deve-se tomar cuidado, pois a luz solar pode queimar madeiras.
Filtro elementar para esgoto primário
O esgoto primário é uma água mais limpa dos descartes que fazemos. Consiste de água de chuveiro, máquinas de lavar roupa e pias (exceto as da cozinha).está água passando por uma filtragem simples pode ser aproveitada nos jardins.
O sistema é simples, são três etapas de filtragem em uma vala. A primeira é de pedras grossas. Esta etapa retira matérias maiores da água a ser tratada. Na segunda pedras menores refinam mais a purificação. Por ultimo arreia coa o resto de substâncias que podem ficar na água. Deve-se colocar cloro na água para evitar mosquitos.
Está filtragem possibilita apenas que esta água seja utilizada para plantas, pois não esteriliza a água.
Exaustores eolicos
Estes equipamentos já podem ser comprados industrializados. Funcionam retirando a ar quente dos ambientes.
Quando aquecido o ar tem tendência a subir. Este exaustor é instalado no telhado para retirar o ar quente possibilitando que a temperatura do ambiente fique mais agradável.
Refletor de espelho

É fundamental para cômodos de uma casa que haja luz solar no local. Esta fonte de energia evita que o local crie mofo e ainda aquece e ilumina o ambiente.
Uma forma de fazer que a luz solar atinja ambientes é um poste com espelho articulado. O mecanismo é simples, um poste com aproximadamente 2m de altura e um espelho de cerca de 30cm x 60cm na ponta. O espelho deve ser articulado pois durante o ano a incidência da luz solar muda.
Este projeto custa na faixa de R$ 200,00.
Luminária de garrafa pet
Aquecedor de água de garrafas pet
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6