Quatro pessoas foram presas na tarde desta quarta-feira (23), em Unaí (MG), durante o desencadeamento da “Operação Nemesis”. Os suspeeitos seriam integrantes de uma associação criminosa especializada em golpes contra estabelecimentos bancários na Região Metropolitana de Brasília. A operação foi assim denominada em alusão a Deusa Grega, encarregada, segundo a mitologia, de punir a soberba.
Segundo as investigações, que tiveram início há cerca de um mês e meio, moradores de Valparaíso (GO) seriam contratados para se passarem como integrantes do “Programa Mais Médicos” e, munidas de documentos falsos, se apresentavam em estabelecimentos bancários com o objetivo de abrir “conta-salário”, a fim de receberem seus proventos do governo federal.
Seduzidos por “clientes em potência”, as instituições financeiras abriam as contas bancárias, já disponibilizando talonário de cheques, cartões magnéticos e o CD – “Crédito Direto ao Consumidor”.
Monitorados pela polícia, foram presos em flagrante:
– Marcela Santos Rosa, 32 anos – natural de Valparaíso de Goiás, que utilizava o nome de Maria Antônio dos Santos Araújo;
– Edilândia Sueli Alves Barbosa, 39 anos – residente em Águas Claras/DF, que utilizava o nome de Cristiane Carvalho Santos;
– Ronaldo Paulo da Silva, 28 anos – residente em Valparaíso de Goiás, que utilizava o nome de Rodrigo Andrade de Lima;
– Marcondes Santos Rosa, 31 anos – residente em Valparaíso de Goiás, que utilizava o nome de Eduardo Bernardes de Melo.
Com os suspeitos foram arrecadadas 4 Carteiras de Identidade falsas, vários contracheques e comprovantes de residência falsificados em nome dos autuados, contratos bancários para abertura de conta na Caixa Econômica Federal, já assinados pelos investigados.
As investigações prosseguem com o escopo de identificar os demais integrantes e líderes de tal organização criminosa que vem atuando na Região Metropolitana.
Os presos devem responder pelos crimes de estelionato, uso de documento falso, associação criminosa e falsificação de documento público. A pena somada para os crimes pode chegar a 16 anos de prisão.