Carlos Carone e Geyzon Lenin, enviado especial a Montalvânia (MG)
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Pontos obscuros e divergências graves marcam os depoimentos prestados pelos principais suspeitos de participar do triplo homicídio da 113 Sul. As versões contraditórias contadas pelo ex-porteiro Leonardo Campos Alves, 44 anos, e seu sobrinho Paulo Cardoso Santana, 24, serão confrontadas em uma acareação que deverá ocorrer hoje, na Coordenação de Investigação de Crimes contra a Vida (Corvida).
Os dois suspeitos serão colocados frente a frente para esclarecer questões que ainda não se confirmaram. Leonardo mudou a versão de seu depoimento e passou a afirmar que na noite do crime sequer subiu ao apartamento 601/602 onde moravam os Villela e que a filha do casal, Adriana Villela, seria a mandante do crime. Já seu sobrinho, que confessou os assassinatos, já respondeu, por diversas vezes, que o crime não teve mandante e que o plano inicial era roubar as vítimas.
A equipe da Corvida que está no DF espera apenas a chegada do outro grupo da divisão que está com a delegada Mabel de Faria na cidade de Montes Claros (MG). Ontem, a equipe realizava diligências na cidade para localizar e interrogar os dois homens apontados como receptadores das joias e dos dólares vendidos por Leonardo. O dono de um estabelecimento especializado na venda de celulares e que fica no shopping popular da cidade foi apontado pela polícia como o comprador dos dólares. As joias foram adquiridas por um ourives, que teria pagado, aproximadamente, R$ 10 mil por todas as peças.
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