Gabriela Coelho
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Um conhecido do comerciante D.A.L., suspeito de mandar atear fogo nos dois moradores de rua, afirmou que, após o crime, todos os sete supostos envolvidos foram a uma festa na mesma quadra onde ocorreu o crime. “Eles disseram para todos os presentes o que haviam feito. Se gabavam e riam da situação. Eles não tinham noção de que estavam se entregando”, disse indignado. “Eu sabia de todas as desavenças e da vontade dele de tirar os moradores de rua do local, mas não gostei da atitude. Foi fraca, covarde”, completa o conhecido do suspeito.
Segundo moradores da região, a convivência entre os moradores de rua e o comerciante não era das melhores. D.A.L. era dono de uma marcenaria na mesma rua onde o crime ocorreu. De acordo com V.H.R., 21 anos, D.A.L aparentava ser uma pessoa tranquila. “Ele nunca havia feito nada de errado comigo e não tinha falado dos moradores de rua. Ele até chegou a me convidar para ir à igreja que ele frequentava”, afirma o jovem.
Segundo ele, a loja fechou cinco dias após o crime e reabriu dois dias antes da prisão de D.A.L. “No final de semana, um outro morador de rua apareceu na marcenaria do suspeito e jogou pedras na porta da loja. Ele gritava perguntando se o D.A.L. tinha coragem de atear fogo nele agora”, explica V.H.R.
Um outro conhecido do comerciante, que preferiu não se identificar, afirmou que D.A.L. não gostava dos moradores de rua. “Ele ficava com raiva porque eles usavam drogas nas imediações e traziam bandidos de outras regiões para ficarem no local”, lembra. Segundo ele, o comerciante chegou, por várias vezes, a retirar os colchões e roupas dos moradores de rua do local.
Um mulher que também mora na região e preferiu não se identificar, diz que D.A.L. era explosivo. “Todos os dias ele reclamava dos rapazes. Dizia que um dia tiraria eles dali”, contou ela.
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