A Secretaria de Segurança Pública fez um balanço das ações nos protestos. Foram presas três pessoas, duas após a invasão do Palácio do Itamaraty e outra que tentou invadir o Congresso Nacional.
O total de atendimentos ficou em 127, incluindo os realizados pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros. Os mais graves foram suspeitas de traumatismo craniano e de fratura no rosto, causados por garrafadas e pedradas. No entanto, a maior parte dos atendimentos foi causada pelo contato com spray de pimenta e gás lacrimogêneo. A Polícia Militar registrou dez policiais feridos, sem gravidade. Um bombeiro foi intoxicado por gás lacrimogêneo e outro atingido por fogos de artifício lançados pelos manifestantes.
Para o secretário de Segurança, Sandro Avelar, apesar da tentativa de diálogo com os movimentos, existem dificuldades, já que os líderes não são facilmente identificados. “As lideranças não conseguem dominar vândalos e esses atos acabam criando instabilidade dentro dos movimentos”, disse.
Avelar prometeu uma investigação aprofundada sobre os vândalos e não descartou a hipótese de que a depredação do patrimônio seja ato de pessoas infiltradas nos movimentos.
O comandante-geral da PM, coronel Jooziel de Melo Freire, negou que a Tropa de Choque tenha sido acionada para impedir a invasão ao Itamaraty, mas admitiu que o grupamento possa ser utilizado em protestos futuros. “Estamos dentro do processo de limite da legalidade. Se nós não tivermos condições de manter a legalidade com nosso efetivo convencional, vamos adotar o uso progressivo da força e o Choque faz parte dessa estratégia”, disse.
A atuação da PM foi classificada como exemplar, assim como após os protestos na última semana, quando várias pessoas foram atingidas por balas de borracha.
Morte
A Secretaria de Saúde, em coletiva de imprensa, informou que um homem morreu. Ele caiu de um viaduto próximo à Rodoviária do Plano Piloto. De acordo com o secretário-adjunto de Saúde, Elias Miziara, o homem exalava álcool, mas ele não estava na manifestação da Esplanada.
Manifestantes também atiraram pedras contra carros da polícia, que passaram em alta velocidade no meio dos manifestantes.