Marina Marquez
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A população não deve ficar alarmada e deixar de ir até os hospitais em casos de doença com medo da contaminação pela bactéria Klebsiella pneumoniae Carbapenemase (KPC). O recado é da Secretária de Saúde do Distrito Federal, Fabíola Nunes. De acordo com ela, apesar das mortes registradas, o caso está sobre controle e envolve rotineiras situações de infecção hospitalar.
De janeiro a outubro deste ano, 18 pessoas morreram infectadas pela bactéria, mas não necessariamente por isso. Alguns foram a óbito por causa de outras doenças. No total, são 111 casos de infecção pela KPC confirmados e suspeitos em hospitais públicos e particulares de todo o DF. O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) é o local que registra mais casos de infecção, 58. A possibilidade de contágio da bactéria é maior em quem está com a imunidade muito baixa.
A KPC é multirresistente aos efeitos de antibióticos, dificultando o combate da doença. “A bactéria existe em todo o mundo e já é endêmica em alguns locais, como Nova York por exemplo. Nossa intenção é evitar que isso ocorra no DF. Vamos tentar combatê-la e eliminá-la, mas se isso não for possível, pelo menos tratar a doença e evitar novos contágios”, explica a secretária de Saúde. “Temos uma preocupação grande quanto aos novos contágios, uma vez que a bactéria está no ambiente hospitalar, onde as pessoas já estão mais debilitadas. Queremos evitar, por exemplo, que ela saia dos hospitais para a comunidade”, diz.
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