O Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal e a Valor Ambiental (empresa contratada pelo GDF para operar e manter o aterro de lixo do Jóquei), têm 120 dias para desativar completamente a área conhecida como Lixão da Estrutural e 90 dias para a apresentação de um plano de recuperação da área degradada. Os prazos foram estabelecidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que ainda aplicou uma multa ao órgão e à empresa, no valor de R$ 9 milhões e R$ 4 milhões, respectivamente.
As multas foram aplicadas em consequência dos inúmeros danos ambientais causados ao Parque Nacional, situado ao lado do Lixão, durante os 50 anos em que são depositados todos os tipos de dejetos no local. Atualmente, são despejados no Lixão 2,5 mil toneladas, por dia, de resíduos domésticos e comerciais urbanos e seis mil toneladas de entulhos de construção. O aterro de lixo do Jóquei funciona desde 1966, porém, foi a partir 1984 que passou a receber todo o lixo produzido no DF.
perigo
Segundo Juliana Barros, chefe de Fiscalização do Parque Nacional de Brasília, um dos grandes objetivos do parque é preservar os mananciais que abastecem parte da população de Brasília. “Nossas águas estão ameaçadas por conta de tanto lixo e em 2017 a água do Distrito Federal pode estar poluída. Não sabemos se poderemos recuperar o prejuízo que estamos tendo por que o subsolo já foi afetado. Só não há condição de permanecer da forma como está”.
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