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Sinpro concorda em volta às aulas, mas avisa sobre possível greve

Diretora do sindicato cobre o GDF quanto às medidas de segurança contra a covid-19. DF vai retomar o ensino presencial na próxima segunda (2)

Foto: Agência Brasil

Willian Matos e Vítor Mendonça
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O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) realizou nesta sexta-feira (30) uma assembleia com professores e orientadores da rede pública de ensino do Distrito Federal. A categoria sinalizou positivamente para o retorno às aulas presenciais na próxima segunda-feira (2), mas com recomendações.

A diretora do Sinpro-DF, Rosilene Correa, anunciou a criação de um comitê de monitoramento para o retorno. O grupo vai avaliar se as medidas de prevenção contra a covid-19 estarão sendo cumpridas nas unidades escolares. “Teremos assembleias já definidas para os dias 11 e 30 de agosto”.

Rosilene disse ainda que, caso o GDF e a Secretaria de Educação descumpram as medidas de segurança, os professores podem optar por paralisação. “Aprovamos também um indicativo de greve. O governo precisa compreender que ou cumpre com aquilo que é de responsabilidade dele, ou a qualquer momento a categoria pode ser chamada de volta e aprovar a suspensão das aulas presenciais”, alertou.

A diretora pediu ainda apoio de todos os envolvidos no retorno, como pais e responsáveis, atuem juntos para um retorno seguro. “É preciso compreender que esse retorno está se dando ainda em plena pandemia. Nós ainda temos pessoas infectadas e morrendo todos os dias. Portanto, não é um retorno de férias”, sinaliza. “Todos que vão frequentar a escola precisam se cuidar e cuidar do outro. Mas, principalmente, o governo precisa cumprir com a sua parte. Cumprir com todo o protocolo, providenciar as condições para as escolas, realmente garantir a segunda dose da vacina no tempo necessário para essa imunização para que possamos ter o máximo de segurança, entendendo que nenhuma vacina nos dará 100% de segurança”, comenta Rosilene.

Retorno escalonado

Nesta semana, a Secretaria de Educação definiu as datas para retorno. A volta será escalonada e intercalada, sendo uma semana de aulas presenciais e uma de aulas remotas. Os dias 2, 3 e 4 serão de atividades pedagógicas e conversas iniciais para readaptar os alunos. No dia 5, retorna a educação infantil. Depois, ensinos fundamentável, médio, educação de jovens (EJA) e adultos e demais tipos de ensino.

Veja as datas:

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  • 2, 3 e 4 de agosto: encontro pedagógico;
  • 5 de agosto: educação infantil;
  • 9 de agosto: ensino fundamental (1º ao 5º ano) e 1º segmento da EJA;
  • 16 de agosto: ensino fundamental (6º ao 9º ano) e 2º e 3º segmentos da EJA;
  • 23 de agosto: ensino médio e educação profissional e tecnológica;
  • 30 de agosto: demais atendimentos, como centros interescolares de línguas (CILs), centros de ensino especial.

Cada escola poderá flexibilizar horários de acordo com a realidade dos alunos daquela instituição. Os professores darão aulas para quem estiver presente na sala de aula durante quatro horas e, em seguida, dedicarão uma hora para aqueles que ficaram em casa. Durante esta hora de aula remota, a sala será higienizada para a chegada de outros alunos.

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, prevê que, a princípio, 50% dos alunos voltem às salas de aula imediatamente, enquanto outros deverão seguir no ensino híbrido por algum tempo por possuírem comorbidades ou preferirem não ir à escola. Quem tiver comorbidade terá de mostrar exame para a escola comprovando o problema. Já no caso daqueles que não quiserem ir devido à pandemia, Hélvia explica que cada caso será analisado. O DF tem hoje cerca de 470 mil alunos.

“Se o pai não quiser levar a criança, estiver inseguro, aí a escola poderá pensar em manter essa criança de forma remota, mas não é o que a gente quer, porque o espaço de convivência na escola é um espaço de crescimento, também”, ressaltou a secretária. “Pedimos às famílias que levem as crianças. O Ministério Público está fazendo uma vistoria nas escolas para garantir a segurança sanitária”, disse Hélvia durante a coletiva.

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