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Setor de eventos alega ser o mais prejudicado com a covid

“Cidade pujante, com atividades, há um consumo que atinge a indústria de forma direta, como alimentos e bebidas”, acrescentou Bittar

Foto: Agência Brasil

Ao contrário de muitos setores, os eventos ainda não foram liberados em sua integridade por causa da pandemia de covid-19. Segundo o presidente da Federação de Indústria do DF (Fibra), Jamal Bittar, o setor de eventos tem uma característica maior de aglomerações, porém  “com cuidados sanitários, é possível promover eventos com muito cuidado e competência”, declarou Bittar.

O presidente também fez uma relação entre o setor e a indústria. “Cidade pujante, com atividades, há um consumo que atinge a indústria de forma direta, como alimentos e bebidas”, acrescentou.

Pensando em debater sobre a retorno de forma segura dessas atividades, a deputada Júlia Lucy (NOVO) promoveu nesta quarta-feira (16) audiência pública remota com representantes de órgãos ligados ao Poder Executivo, bem como das entidades responsáveis pela realização de eventos no Distrito Federal.

Lucy ainda trouxe dados acerca do impacto da pandemia para os trabalhadores da categoria no DF. Segundo a parlamentar, o setor de eventos era responsável por movimentar, anualmente, no Brasil, cerca de R$ 250 bilhões em eventos corporativos e R$ 17 bilhões em celebrações sociais. Mas, com a pandemia, houve uma queda expressiva desses números, pois apenas 8% das atividades da categoria estão em andamento e 60% das empresas encerraram suas atividades, além do setor ter registrado prejuízo de R$ 270 bilhões entre março e dezembro de 2020. 

O que está sendo feito

Júlia Lucy também apresentou suas ações para amenizar a situação, como a defesa da aprovação do Programa de Incentivo à Regularização Fiscal do Distrito Federal (REFIS-DF), o apoio à liberação de recursos para micro e pequenas empresas que enfrentam a recessão da quarentena, a articulação para o retorno da música ao vivo.

Com relação às ações do governo, o secretário executivo da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do DF, Carlos Alberto Jr, afirmou que a pasta está agindo como moderador na tomada de decisões sobre a volta dos eventos. “A Secretaria de Cultura, neste sentido, está servindo como uma espécie de intermediário neste processo, pois, como não somos uma área técnica no critério sanitário e nem regulamentadora, como a Casa Civil, nós fazemos essa ponte junto ao governador”, informou o secretário.

Soluções

Já o presidente da Câmara de Economia Criativa da Fecomércio-DF, Pedro Affonso Franco, ressaltou que os eventos clandestinos não são apoiados pelo setor, que continua parado. “Nós nem chamamos de eventos clandestinos, chamamos de aglomeração clandestina, porque nós, os profissionais sérios e que representam a maior parte da cadeia produtiva do setor de eventos, estamos todos parados e tentando inovar desde março do ano passado”, desabafou.

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Pedro Affonso ainda sugeriu soluções para o problema. “Acredito que, tendo como base o protocolo de bares, restaurantes, cinemas e teatros, nós conseguimos, sim, planejar festivais com público suficiente que feche a conta e torne viável para os eventos e é um bom ponto de partida para iniciarmos essa retomada e avaliar os resultados”, declarou o presidente.

A produtora cultural Kika Carvalho, representante do Coletivo Backstage Brasília, um projeto que auxilia trabalhadores dos bastidores dos eventos, apresentou uma cartilha com recomendações de protocolo de segurança, como uso de máscara PFF-2, bem como um cronograma que indique o horário de sua troca, higiene pessoal, higiene material, testagem obrigatória de todos os profissionais, presença de profissionais da saúde durante os eventos, entre outras. “Essas são as recomendações que reunimos por meio de outros protocolos e estudos de segurança e de protocolos que já são aplicados em outros eventos e em outros países e estados”, explicou a produtora.

As informações são da Agência CLDF

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