Os servidores da Universidade de Brasília decidiram aderir ao movimento da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), que decidirá se entram em greve nacional neste sábado, 26 de março, no Auditório Dois Candangos. Com apenas sete abstenções e quatro votos contra, os cerca de 110 servidores que compareceram à assembleia no prédio da Reitoria nesta manhã votaram pelo indicativo de greve. Até o momento, outras 15 universidades federais aprovaram a adesão ao movimento que tem por principal reivindicação o aumento do piso salarial da categoria para três salários mínimos.
Nesta terça-feira, a direção da Fasubra reuniu-se com representantes da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educaçao (MEC) e do Ministério do Planejamento (MPOG) para discutir ao reajuste salarial e outras pautas da categoria. A posição do governo foi a de abrir negociação sobre os temas a partir da primeira quinzena de abril. Mas os servidores não vão esperar.
Mauro Mendes, coordenador geral do Sintfub, acredita que a greve é o único caminho de negociação com o governo para a melhoria das condições da categoria. “É preciso manter o pé no chão diante dos cortes propostos pelo governo, se a Fasubra decidir pela greve a UnB vai aderir”, declarou.
Para o servidor Marcos Valério Gonçalvez, o referencial para negociação deve ser os salários do Legislativo e o Judiciário. “O serviços serviços prestados nas universidades federais têm a mesma importância desses órgãos”, defende. “Se o governo quiser realmente impedir a greve, deve abrir mesa de negociação e trazer boas notícias”.
Maria Ivoneide de Lima, servidora do Decanato de Ensino de Graduação, acredita, por outro lado, que é precipitado começar uma greve agora. “Penso que é preciso esperar mais um pouco, acabamos de sair de uma paralização de seis meses”, defendeu. “Ainda é preciso discutir melhor as pautas com os setores da universidade e a decisão deve ser tomada partindo de uma mobilização maior”.