Os servidores aprovaram hoje, por unanimidade, a paralisação das atividades nesta quarta-feira e quinta-feira. A decisão ocorreu em assembléia do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), na manhã desta terça-feira, na praça Chico Mendes, da qual partiparam aproximadamente 100 pessoas. Será a segunda paralisação em menos de duas semanas. No último dia 24, os servidores também cruzaram os braços.
Os funcionários reivindicam piso salarial de três salários mínimos, revisão do plano de carreira e aumento de benefícios como vales transporte e alimentação. A pauta integra movimento nacional da categoria conduzido pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), que aprovou calendário de mobilizações. As manifestações tem o intúito de pressionar o Governo Federal por uma resposta favorável até dia 31 de maio, data colocado pela Fasubra como limite para as negociações.
Em nota, o Ministério do Planejamento alerta que a data pode se estender até 31 de julho. O texto reconhece o direito de greve, mas afirma ser precipitado o anúncio de greve nacional para o dia 17 de maio, “uma vez que o governo e as entidades sindicais estão em pleno processo negocial”.
Durante a assembléia, Eurides Pessoa, coordenadora do Sintfub, lembrou as ações dos professores da rede pública de ensino do DF, que conseguiram acordo salarial após 52 dias de paralisação. “Os professores do GDF só conseguiram uma resposta porque fizeram pressão sobre o governo e fizeram barulho. Nós temos que fazer o mesmo, nos mobilizármos para ir até lá.
Amanhã às 14 horas nos reuniremos todos aqui na Universidade para seguirmos até a Esplanada”, convidou. “Paralisação não quer dizer que vamos ficar em casa, nós estamos no meio de uma luta, é preciso que todos compareçam”, completou. Os servidores prometem se reunir ao frente ao Ministério da Educação nesta quarta-feira para pressionar pelas reivindicações.