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Brasília

Servidor em greve de fome tenta sensibilizar políticos, mas não recebe resposta

Arquivo Geral

13/09/2010 19h36

O servidor do Instituto de Física, que declarou greve de fome em protesto contra o corte da URP, decidou apelar para candidatos a cargos políticos na blogosfera. Na tentativa de sensibilizar concorrentes à Presidência da Repúlica, ao Senado e à Camara Legislativa do DF para a questão, Marcelo Parise começou a disparar mensagens via Twitter na última quinta-feira, 9 de setembro, anunciando a decisão da greve de fome. Até agora, nenhum dos candidatos respondeu.

O candidato a deputado federal pelo DF, Reguffe (PDT), não entra no microblog Twitter desde o dia 15 de junho. Ele não viu os protestos do técnico-administrativo, que está em greve de fome há mais de 100 horas. O servidor também enviou mensagens para os presidenciáveis José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e Plínio Arruda (PSOL). Não houve resposta. Marcelo também enviou uma mensagem para o senador Cristovam Buarque (PT). O Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) estuda formas de fazer com que o colega desista do protesto.

Cosmo Balbino, membro do comando de greve do Sintfub, acredita que a falta de alimentação de Marcelo é preocupante. “Estamos trabalhando uma equipe com psicólogos na tentativa de convencê-lo a sair da greve amanhã, durante a assembleia”, diz. Cosmo acredita que o colega corre risco de morte. “Ele já fez um grande sacrifício pela categoria”, afirma. “Vamos fazer um apelo na assembleia para que ele suspenda a greve de fome”.

Marcelo Parise é servidor da UnB há 16 anos e trabalha no Instituto de Física. Inconformado com o corte da URP, que retira 26,05% do salário dos técnico-administrativos, decidiu fazer um protesto solitário e entrou em greve de fome na quinta-feira, 9 de setembro.

SUPREMO – O mérito sobre o pagamento definitivo da URP depende de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A assessoria jurídica do Sintfub entrou com um pedido de mandado de segurança para assegurar o pagamento da URP até o julgamento do mérito pelo STF. A ministra Carmen Lúcia é a relatora do pedido, mas ainda não deu um parecer sobre o caso. Atualmente, a ministra exerce o cargo de vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e tem priorizado processos do TSE, o que deve mantê-la ocupada até 3 de outubro, dia da eleição.

O sindicato irá se reunir em assembleia na terça-feira, 14 de setembro, às 10h. Um ato na Reitoria será realizado em seguida. Na quinta-feira, 16, os servidores em greve farão manifestação em frente ao Palácio do Planalto. O horário ainda não foi definido.

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