A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) inaugura nesta quarta-feira (3), às 14h30, um novo polo do programa Viver 60+ no Lago Sul. A unidade será a 48ª do programa e marca o início da programação do Junho Violeta, campanha voltada à conscientização e ao combate à violência contra a pessoa idosa.
A abertura será na Administração Regional do Lago Sul e contará com palestra da médica geriatra Poliany Ribeiro Souza, referência no Distrito Federal em Medicina do Estilo de Vida e no acompanhamento de pacientes que buscam envelhecer com mais saúde, autonomia e vitalidade. Ao longo de junho, os polos do Viver 60+ também receberão palestras, atividades educativas e ações voltadas à promoção dos direitos da pessoa idosa, além de caminhadas e atividades de lazer.
A campanha ganha peso diante do crescimento da população idosa no DF. Segundo o estudo Perfil da População Idosa do Distrito Federal, do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), cerca de 200 mil moradores do DF têm 60 anos ou mais. O levantamento aponta que a população idosa representava 5,3% dos brasilienses em 2000, passou para 7,7% em 2010 e pode chegar a quase 15% em 2030.
Para a subsecretária de Políticas para a Pessoa Idosa da Sejus-DF, Dolores Ferreira, o Junho Violeta amplia o debate sobre envelhecimento e fortalece a rede de proteção à pessoa idosa. Já o secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, destacou a necessidade de políticas públicas que acompanhem a transformação demográfica e afirmou que o Viver 60+ promove saúde, qualidade de vida, convivência social e protagonismo.
Criado pela Sejus-DF em 2024, o Viver 60+ foi oficialmente instituído como programa de governo em maio de 2025. Atualmente, atende mais de 15 mil idosos e passa a contar com 48 unidades distribuídas em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal. As atividades são gratuitas e incluem caminhadas, aulas de dança, alongamento, exercícios físicos, ações de bem-estar e iniciativas voltadas ao envelhecimento saudável.
Os encontros ocorrem em espaços comunitários, unidades básicas de saúde, centros de convivência, igrejas e equipamentos públicos parceiros. Além da programação regular, os participantes também têm acesso a passeios e experiências culturais, como visitas a pontos turísticos do Distrito Federal, sessões de cinema, atividades em parques e idas ao zoológico. Antes da inauguração do polo do Lago Sul, o programa estava presente em 47 regiões, entre elas Asa Sul, Águas Claras, Ceilândia, Taguatinga, Santa Maria, Gama, Samambaia, Guará II, Sobradinho, Sobradinho II, Recanto das Emas, Planaltina e Paranoá.
Com informações da Sejus-DF