A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh-DF) apresentou, em audiência pública realizada nessa quarta-feira (20), uma proposta de revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) de Taguatinga. O estudo técnico prevê flexibilização de usos e ajustes urbanísticos para adequar a legislação à dinâmica atual da cidade e estimular o desenvolvimento da região.
Segundo a pasta, a elaboração da proposta considerou demandas recebidas pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI), contribuições relacionadas à revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot) e dados do Sistema de Gestão. O levantamento resultou em alterações previstas para mais de 1,3 mil lotes.
Entre os principais pontos apresentados está a ampliação do uso misto, com maior integração entre moradia, comércio e serviços. A proposta busca aproximar os moradores da oferta comercial e permitir uma ocupação considerada mais compatível com a infraestrutura já existente.
O estudo também prevê a criação de parques urbanos em áreas do Setor D Norte e do Setor A Norte, em trechos entre as quadras QND 28 a 46, QND 47 a 58, QNA 32 a 40 (pares), QNA 43 a 51 (ímpares) e QNA 19 a 39 (ímpares). De acordo com a Seduh-DF, a medida pretende qualificar espaços livres subutilizados, ampliar as áreas públicas de lazer e incentivar maior integração urbana nas regiões vizinhas.
Após a apresentação técnica, moradores participaram da audiência com sugestões e pedidos de alteração no estudo urbanístico. Entre as principais demandas, estiveram a ampliação de lotes de uso misto, especialmente para o comércio, a regularização de prédios residenciais na Vila Dimas e na QSE, e mudanças na Praça Santos Dumont, conhecida como Praça do DI, para melhorar a mobilidade, ampliar a convivência e incentivar o uso dos espaços públicos.
Segundo os participantes, a área também poderia receber atividades culturais, como shows, feiras e apresentações artísticas. As contribuições feitas pela população serão analisadas pela equipe técnica antes da consolidação da proposta final, que depois seguirá para avaliação do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan).