A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou a morte de 18 pacientes infectados pela bactéria multirresistente Klesiella pneumoniae carbapenemase (KPC). Os óbitos são relacionados à bactéria, entretanto não há confirmação se os pacientes morreram em decorrência de complicações causadas somente pela atuação desses agentes.
O surto dessas bactérias foi identificado na rede hospitalar pública do Distrito Federal no final do mês de setembro. Ao total, foram registrados aproximadamente 60 casos em todo o DF. Esses números correspondem ao período compreendido entre janeiro e setembro de 2010.
No Hospital de Base do DF, hoje, existem 16 casos de contaminação. Foram confirmadas quatro mortes correlacionadas à KPC. Vários pacientes tiveram que ser remanejados dentro da UTI para evitar a proliferação das bactérias e possíveis contaminações. O centro de tratamento intensivo do hospital é onde foi identificada a maior concentração dessas bactérias.
A secretaria já adotou todas as medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde para combater o surto na rede pública. Estão sendo adotados procedimentos rigorosos de limpeza e desinfecção nas unidades de internação, especialmente naquelas que recebem pacientes críticos, além de outras medidas como, treinamento de equipes multiprofissionais e a adequação do tratamento antimicrobiano. Uma equipe de apoio, formada por duas enfermeiras e um médico, está realizando fiscalizações extraordinárias em todos os hospitais do Distrito Federal.
Saiba mais
A Klebsiella pneumoniae carbapenemase trata-se é um microorganismo multirresistentes a antibióticos, que vêm sendo acompanhado por especialistas em vários países e o aumento das ocorrências é observado no mundo inteiro. No Brasil, a bactéria já foi registrada em vários estados e no Distrito Federal.
A KPC é natural do ser humano e anteriormente costumava ficar alojada no trato gastro-intestinal. Essas bactérias sofreram Elas sofreram uma mutação, tornando-se mais resistentes à antibióticos e mais agressivas ao organismo. O contágio costuma ocorrer quando alguém contaminado entre em contato com os pacientes, principalmente os em tratamento nos centros intensivos, UTIs, que já se encontram mais sensíveis à infecções.