A seca dos últimos meses tem castigado, inclusive, o Lago Paranoá. Devido à baixa umidade, o nível da água está abaixo do habitual para essa época. Segundo o informações da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), no início de setembro o nível da água do lago estaria em 1.025 m e, no fim do mês, não deve passar de 999,90 m. Esses números estão perto de atingir o nível mais baixo previsto pela autarquia, de 999,80 metros.
No entanto, de acordo com o diretor-presidente da Adasa, o engenheiro Vinícius Benevides, o nível de água do lago Paranoá não preocupa, pois está dentro do limite operacional. “Está considerado normal, pois as curvas estão sendo obedecidas”, esclarece.
Jorge Werneck, pesquisador da Embrapa Cerrados e presidente da Câmara Técnica de Assoreamento do Comitê da Bacia do Paranoá, explica que a baixa temperatura é um dos principais fatores que reduzem o volume de água do Lago Paranoá.
“Com toda essa seca, a demanda da atmosfera por água é muito grande, por isso aumenta a evaporação e acaba saindo mais água do lago do que de costume”, aponta. “É como se um rio fosse levado a cada instante para a atmosfera”, esclarece.
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