Francisco Dutra
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Acombinação de álcool e direção não causa tragédias apenas na condução de veículos motorizados. Praticamente, metade dos ciclistas e pedestres mortos no trânsito brasiliense estava alcoolizada quando se acidentou. Ou seja, o excesso de álcool contribuiu direta ou indiretamente para que as vítimas tivessem menos chance de reação aos acidentes.
Segundo o diretor de Segurança de Trânsito do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), Silvain Fonseca, 42% dos ciclistas mortos, no ano passado, nas pistas do quadrilátero federal brasileiro, pedalavam após consumir cerveja, cachaça ou demais bebidas alcoólicas.
Em números absolutos, em 2009, dos 42 brasilienses que morreram enquanto andavam de bicicleta, 17 estavam alcoolizados. É praticamente a metade das mortes, sendo possível afirmar que a cada dois ciclistas que perderam a vida no trânsito, um estava alcoolizado.
O problema do álcool também está fortemente presente entre os pedestres mortos no trânsito. “Das mortes do ano passado, cerca de 60% dos pedestres morreram após ter ingerido muito álcool”, completa o diretor do Detran. Falando em números diretos, entre os 115 pedestres mortos em 2009, 69 morreram após beber, no mínimo, além do razoável.
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