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Brasília

Saúde oferece assistência para crianças com cuidados especiais

Arquivo Geral

24/07/2013 15h11

O Núcleo Regional de Atendimento Domiciliar da Asa Sul (NRAD) faz o acompanhamento, em casa, de 22 crianças que receberam alta hospitalar, mas ainda precisam de cuidados específicos.

 

O atendimento especializado, chamado Matriciamento Pediátrico, funciona há mais de um ano na Regional Sul e foi selecionado com conceito máximo, dentre os vários trabalhos inscritos em todo o Brasil pelo Laboratório de Inovações em Atenção Domiciliar.

 

“Obtivemos conceito A e, por isso, fomos convidados a participar da Oficina de Trabalho promovida pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para expor nossas experiências”, relata a coordenadora do NRAD da Regional Sul, Bibiana Coelho Monteiro.

 

A equipe multidisciplinar é composta por neuropediatra, dois técnicos de enfermagem, um enfermeiro, um fisioterapeuta e um terapeuta ocupacional. “Atendemos bebês que nasceram pré-maturos, de baixo peso e que são dependentes de oxigênio por terem desenvolvido displasias bronco-pulmonares, pneumopatias, além de paralisias cerebrais”, explica Bibiana Coelho.

 

Segundo a coordenadora, o núcleo atende atualmente 22 pacientes de todas as regionais e oferece suporte técnico quando o atendimento é pediátrico. O trabalho é pautado no fluxo de desospitalização do paciente. Quando é identificada a necessidade de cuidados domiciliares, o médico preenche formulário indicando a continuidade do atendimento na residência do paciente.

 

Após o parecer positivo do núcleo, são feitas visitas à casa do paciente para avaliar se o ambiente suporta a instalação dos equipamentos necessários, além da realização de treinamento da pessoa da família que será o cuidador de referência. “Trabalhamos com a ideia da coparticipação da família para torná-la também apta a fazer a higienização, alimentar o paciente e ficar independente da equipe de saúde”, relata a coordenadora.

 

Maria Vitória completará três anos em outubro e, desde o seu nascimento, depende de cuidados especiais devido à traqueostomia. Paciente do NRAD há dois anos, recebe periodicamente visitas técnicas de médicos e fisioterapeutas. Segundo a mãe, Eliete Gomes, sempre foi bem orientada pela equipe. “Os médicos do HMIB passam todas as informações necessárias por isso conseguir o atendimento domiciliar para a minha filha foi tranquilo”, relata Eliete.

 

A mãe ainda destaca os benefícios de poder cuidar da sua filha em casa. “Ela é o xodó da casa. Eu sempre passeio com ela e levo até para aniversários. É muito bom ter ela perto de mim”, completa Eliete.

 

Segundo a coordenadora geral de saúde da Asa Sul, Roselle Bugarin Stenhouwer, tanto o paciente quanto a rede de saúde ganham com essa ação ao tratar essas crianças em casa e capacitar a família a cuidar do paciente. “A desospitalização libera e amplia o acesso aos leitos. Além disso, em casa o paciente desenvolve a capacidade de interação afetiva e familiar e corre menos risco de contaminação o que contribui para uma recuperação mais rápida”, explica Roselle.

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