A Secretaria de Saúde está em alerta para detectar casos suspeitos de sarampo. A doença não é registrada na capital federal desde 2000, mas a notificação de casos em três estados preocupa os técnicos. “Já estamos tomando medidas para evitar a reintrodução do vírus no Distrito Federal”, afirma Ricardo Marins, chefe do Núcleo de Controle de Doenças Imunopreveníveis e Agudas.
Entre as medidas recomendadas está a intensificação da vacinação de rotina, conforme calendário de imunização, com a disponibilização da vacina tríplice viral nas unidades de saúde. “Os profissionais de saúde e os pais devem ficar atentos e verificar o cartão de vacinas de todas as crianças menores de seis anos”, destaca Ana Luiza Grisoto, gerente de Vigilância Epidemiológica e Imunização da SES (GVEI).
A preocupação dos técnicos se justifica, pois o sarampo é uma doença altamente transmissível (por via respiratória) e é preciso ter altas coberturas vacinais, acima de 95%, para se evitar surtos. No DF, a cobertura da tríplice viral está em torno de 90%. Pelos cálculos da GVEI existem, pelos menos, oito mil crianças com o cartão desatualizado.
A primeira dose da tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) deve ser aplicada quando a criança completa um ano de idade e o reforço entre os quatro e seis anos.
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