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Brasília

São Sebastião: crescimento recorde

Arquivo Geral

05/09/2013 12h00

O desenvolvimento na taxa de habitantes de São Sebastião se tornou referência nos últimos anos. Desde 2011 ela cresceu 12,23% anualmente, o que significa um total de 20 mil pessoas a mais que  residem na localidade hoje. Os dados são da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), que aponta como um dos motivos desse crescimento as casas do Jardim Mangueiral do programa Morar Bem que contam, ao todo, com oito mil unidades. 

 

O presidente da Codeplan, Julio Miragaya, ressalta que em 2011 eram pouco mais de 78 mil moradores de São Sebastião e agora 97,9 mil pessoas vivem no local. O crescimento é referência entre as 11 cidades do Distrito Federal já analisadas pela Pdad, uma vez que a média de crescimento na taxa de habitantes gira em torno de 2,5%.

 

Serviços públicos

 

Entretanto, o crescimento da população impõe desafios no que se refere a políticas de serviço público. A demanda por atendimento acompanha o aumento do número de moradores. Porém, o relatório da Codeplan destaca uma carência no investimento de serviços.

 

O serviço de saúde pública é um dos mais requisitados. Do total, 96,5% dos moradores procuram os postos de atendimento. No caso da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), 89,98% da população declarou que recorre ao serviço. Do total que o utiliza, 47,67% o fazem na própria região, 36,97% no Paranoá e 14,92% em Brasília 

 

Comércio forte

 

São Sebastião tem um grau intermediário de relativa autonomia do Plano Piloto, principalmente no que se refere ao comércio, uma vez que entre 80% e 90% das compras são realizadas na região. 

 

“Há necessidade de se investir em postos de trabalho e ampliar oferta de serviço em saúde, educação e transporte”, aponta Júlio Miragaya.

 

População cobra recursos para a saúde

 

Na prática, quem mora há anos em São Sebastião não percebe investimentos no serviço público. A falta de investimento na saúde é uma das maiores queixas. A dona de casa Lourdes Pereira, 61 anos, mora ali há 25 anos e tenta há meses uma consulta com um gastroenterologista. Ela sempre vai ao Centro de Saúde 1   com a expectativa de ser atendida, mas volta para casa sem uma definição. 

 

“Só   é dito que não tem médico. Vim aqui há 15 dias e não consegui. Hoje, de novo, estou voltando para casa sem marcar a consulta. Não tem outro jeito, o pobre morre mesmo sem conseguir atendimento aqui em Brasília. Isso é um absurdo, mas não adianta brigar, porque fica pior”, lamenta.

 

A dona de casa Alessandra Silva, 41 anos, foi ontem ao mesmo centro de saúde para buscar os remédios do pai, que é hipertenso. Pela farmácia popular, o idoso de 65 anos teria direito a dois remédios. No entanto, a filha  só conseguiu sair do posto com apenas um remédio. 

 

“Dizem que não tem o outro medicamento e não há nem previsão de quando pode ter. Para um governo que tem um médico na gestão, isso é vergonhoso”, dispara.

 

Saiba mais

 

A renda domiciliar de São Sebastião também aumentou, passando de R$ 1.870 em 2011 para R$ 2.689,89 em 2013.

 

A Codeplan já divulgou a Pdad das regiões administrativas do Paranoá, Candangolândia, Varjão, Riacho Fundo II, Riacho Fundo, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia, Brazlândia, Gama e Santa Maria.

 

Números

 

12,23% foi o crescimento da taxa de habitantes nos últimos três anos.  

 

96,50% da população diz buscar postos de atendimento de saúde

 

8 mil casas no Jardins Mangueiral aumentam a população

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