Millena Lopes
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O deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF) também é citado nas investigações da Polícia Federal que apuram o desvio de dinheiro das obras de reconstrução do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Ele teria recebido parte da propina quando governou o DF em 2010, no mandato tampão depois da prisão do ex-governador José Roberto Arruda (PR), por ocasião da Operação Caixa de Pandora.
O processo que investiga Rosso foi encaminhado para a Procuradoria Geral da República (PGR), uma vez que ele tem foro privilegiado. Agora, caberá ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, avaliar se envia ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o ex-governador.
Diferentemente de Rosso, outros dois ex-governadores do DF foram presos na operação, deflagrada nesta terça-feira (23). Além de Arruda, Agnelo Queiroz (PT) foi levado para a Superintendência da Polícia Federal. O ex-vice-governador Tadeu Filippelli também.
Rosso não atendeu ou retornou as chamadas da reportagem. Pelo Facebook, o parlamentar disse que recebeu a informação pela imprensa, o que o deixou “com profunda indignação e consternação”. Afirmou que a vida pública dele sempre foi pautada pela ética e conduta em conformidade com as leis e princípios administrativos do País. “Não tenho nenhum detalhe ou mesmo tive acesso a qualquer informação dessa investigação e confio na Justiça e no Ministério Público, que, certamente, mostrarão minha mais absoluta inocência”, escreveu.