Eric Zambon
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As reformas previdenciária e trabalhista são as principais razões de protesto na manhã e início de tarde desta sexta-feira (28), na Esplanada dos Ministérios. No entanto, o Governador Rodrigo Rollemberg também foi alvo dos presentes. Ele é criticado especialmente pelo Projeto de Lei Complementar (PLC) 106/2017, que prevê demissão de servidores públicos com mau desempenho no trabalho.
Na edição desta sexta, o Jornal de Brasília mostrou que a popularidade do governador anda em baixa. Segundo pesquisa do Instituto Exata de Opinião Pública (Exata OP), 72% da população do DF desaprova a gestão de Rollemberg. Em dezembro de 2016, esse índice era de 68%.
“Inimigo do servidor”
Em uma faixa estendida em trio elétrico, a foto do governador foi colocada ao lado do retrato do presidente Michel Temer. Eles são apontados como “inimigos do servidor” e “responsáveis por querer acabar com as aposentadorias”. A reforma trabalhista, aprovada na última quarta-feira (26), também foi atribuída aos dois.
Em meio às acusações de traição, os manifestantes lembraram que, na votação da reforma, o partido de Rollemberg, o PSB, orientou sua bancada a rejeitar a proposta. Mesmo assim, 14 deputados da legenda, de um total de 30, se mostraram favoráveis à reforma.
Até às 12h30, a Polícia Militar do DF afirmou que há entre 2,9 e 3 mil manifestantes. Os focos de protesto se dividiam entre os indígenas concentrados em frente ao Museu Nacional e os sindicalistas aglomerados em frente ao Congresso Nacional.
A expectativa inicial da Secretaria de Segurança Pública e Paz Social (SSP-DF) era de 10 mil pessoas na Esplanada. Os manifestantes, no entanto, afirmam querer encher o local com “os dois milhões de brasilienses indignados e espalhados pela cidade.”