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Rodoviários mantêm greve e retiram de circulação 100% da frota

Categoria pede inclusão no plano de vacinação; Justiça havia determinado a circulação de 60% da frota em horários de pico

Por Willian Matos 03/05/2021 7h25
Foto: Reprodução

Os rodoviários do Distrito Federal decidiram cumprir a ameaça de greve prevista para esta segunda-feira (3). 100% da frota está fora de circulação desde as primeiras horas do dia. Devido à paralisação, as faixas exclusivas para ônibus, exceto as do BRT, estão liberadas para os demais veículos.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-10) havia dito que os rodoviários têm direito de fazer greve, mas determinado que 60% da frota circulasse nos horários de pico, e 40% em demais momentos. Porém, o Sindicato dos Rodoviários do DF (Sinttrater) decidiu manter a paralisação total. A multa prevista é de R$ 50 mil.

A expectativa é de que a greve dure 24 horas. Os rodoviários pedem que a categoria seja incluída no plano de vacinação do DF. Desde o início da pandemia, 31 profissionais morreram vítimas da covid-19. Atualmente, não há previsão para que estes funcionários sejam vacinados.

Foto: Reprodução

O desembargador do trabalho Brasilino Ramos marcou uma audiência remota para às 15h30 desta segunda (3) para se discutir sobre a greve.

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Com isso, as paradas de ônibus ficaram lotadas no início da manhã. Absolutamente nenhum coletivo passou pelos pontos até a última atualização desta matéria. As tarifas dos aplicativos de transporte cresceram em meio à alta demanda.

Metroviários

Paralela à greve dos rodoviários, os servidores do Metrô-DF também mantêm paralisação. Já são 15 dias de greve da categoria. No entanto, a suspensão não é total: 15 dos 24 trens circulam nos horários de pico.

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A reivindicação dos metroviários é diferente da dos rodoviários. O sindicato da categoria (SindMetrô) pede revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e acusa o Metrô-DF de cortar o auxílio-alimentação dos funcionários. O SindMetrô também quer que a obrigatoriedade de 60% dos trens em horário de pico caia para 30%.

Até o momento, não há acordo. O governador Ibaneis Rocha acusa a categoria de fazer greve política; o SindMetrô, nega.






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