Ana Paula Andreolla
ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br
Uma pedra de crack por um par de óculos escuros, por algumas latas de cerveja e até mesmo por uma engraxada caprichada no sapato. Na Rodoviária do Plano Piloto, lugar onde o consumo da pedra é mais frequente, com nada menos do que 80% dos usuários de drogas do local viciados em crack, jovens traficantes fazem a festa sentados nas cadeiras de engraxates, enquanto são constantemente paparicados por usuários desesperados por mais drogas. E quem sustenta tudo isso é o caridoso brasiliense.
Os traficantes se aproveitam de crianças e pré-adolescentes que acabam ficando viciados. Tomam deles tudo o que conseguiram pedindo dinheiro no sinal. “Todo o dinheiro que a gente consegue no sinal é para comprar crack. Quando estamos com fome, pedimos para que alguém, na própria rodoviária, nos pague um lanche”, contou um dependente, de apenas 13 anos.
O menino, que desde os 11 anos consome crack, era morador do Recanto das Emas, mas agora dorme sob o teto da Rodoviária da capital federal. “Aqui eu consigo tudo o que quero. Comida e drogas. Não preciso de mais nada”, afirma, minutos após inalar a fumaça de uma pedra.
Entre nesse combate junto com o JBr. Se tiver algum ponto de tráfico de drogas próximo a sua casa ou algum projeto social que ajude a combater esse mal, deixe um comentário que nossa equipe irá até o local. BRASÍLIA SEM DROGAS.
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