Vinícius Borba
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O aumento de ações policiais no combate a gangues em algumas cidades do Distrito Federal, como Planaltina, Brazlândia e São Sebastião, somado aos estudos de inteligência da polícia sobre estes grupos, demonstram o perfil dos ataques violentos praticados por seus integrantes. Delegados dessas regiões apontam para um tipo de criminalidade particular, voltada à prática de assassinatos para manutenção da força dos grupos.
Especialistas afirmam que ciclos de gerações marcadas pela violência e tráfico de drogas continuam sendo empurrados para estes crimes pela ausência de políticas de Estado. Em meio às mortes violentas de jovens, a sociedade civil organizada se mobiliza por soluções.
A experiência policial e o trabalho de inteligência para combate à criminalidade demonstram uma diferença no perfil das gangues no DF. Para o delegado-chefe-adjunto da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião), Jonatas Santos, que atua há cerca de 30 dias na cidade, a natureza das gangues da cidade é diferente de outras localidades. “Vemos a realidade das gangues daqui e percebemos como é específica a motivação da criminalidade. São grupos organizados, com liderança e que mantêm diferentes formas de criminalidade para manter esse ciclo”. Segundo o delegado, em Ceilândia, eram autuadas mais pessoas traficando, mas em grupos menores e com fim econômico. “Lá, eles matam mais por acerto de contas, aqui (São Sebastião) a troca de agressões por bairros é mais forte”, disse Santos.
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