Carlos Carone
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Não é preciso andar muito. Basta circular pelas paradas de ônibus espalhadas por que registra o maior número de assaltos a coletivos no Distrito Federal e localizar passageiros que já foram alvo dos criminosos tanto dentro quanto fora dos coletivos. Muitos já foram vítimas de jovens, em sua maioria, que buscam uma forma fácil, rápida e relativamente segura de obter dinheiro para, principalmente, sustentar o vício, principalmente, do crack. Como mostrou o Jornal de Brasília na edição de ontem este é o perfil dos assaltantes de ônibus, responsáveis por uma média de duas ocorrências por dia.
Em Samambaia, em mesmo local, pelo menos, três pessoas cerca de 40 minutos, a reportagem encontrou três pessoas, que aguardavam coletivos em Samambaia, e tinham histórias para contar. A cidade registrou 118 assaltos a ônibus e passageiros no ano passado e concentra, pelo menos, seis pontos de alta incidência do crime.
A auxiliar de cozinha Tatiana Nunes, 35 anos, é um exemplo de quem já foi vítima da ousadia dos bandidos. Ela foi assaltada em uma das paradas de ônibus em plena manhã de uma segunda-feira. “Os ladrões não sentem o menor medo de abordar as pessoas na rua e levar tudo que podem. Aqui nas quadras 100, os assaltos, tanto nas paradas quanto dentro dos coletivos, são comuns”, disse.
Já a comerciante Neide Pereira da Silva, 38 anos, foi surpreendida em um domingo, por volta das 22h30, por dois jovens que saltaram de trás de um matagal, bem próximo à parada de ônibus em que ela estava. “Por sorte, não levaram nada, porque eu estava sem bolsa. Eles não viram que eu estava apenas com o dinheiro da passagem. Morri de medo, pois eles estavam armados com uma faca”, contou a mulher que, por sorte, saiu ilesa.
As mulheres são os alvos mais fáceis para os assaltantes. A terceira mulher ouvida pela reportagem também foi vítima do crime e não teve a mesma sorte de Neide. A diferença é que a empregada doméstica Antônia Alves, 45 anos, acabou agredida. “Se eles estivessem armados eu poderia ter morrido, porque revidei com o único objeto que tinha na mão, um guarda-chuva”, contou ela. O problema é que sua reação não adiantou de nada e ainda a colocou em risco. “Mesmo tendo reagido, levaram todo o meu salário do mês e ainda sofri um corte na cabeça. Está cada vez mais perigoso sair para trabalhar, principalmente para as pessoas que dependem do transporte coletivo”, reclamou.