Da Redação
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O empresário Nenê Constantino, 79 anos, continuará preso. A decisão é do juiz Fábio Esteves, do Tribunal do Júri de Brasília, que analisou, na sexta-feira (18), o pedido de revogação da prisão preventiva do empresário. O magistrado agora aguarda resultado da perícia realizada pelo Instituto Médico Legal (IML) sobre o estado de saúde do suspeito para decidir se concede a prisão domiciliar. Constantino foi preso por suspeita de ser o mandante de uma tentativa de assassinato contra seu ex-genro Eduardo de Queiroz, em 2008. Ele responde, ainda, por outro crime, a morte de um líder comunitário em 2001.
Os exames, prontuários e o próprio Nenê Constantino passaram, no fim da tarde de ontem, por perícia no IML. O pedido foi feito pelo Ministério Público ao juiz Fábio Esteves. De acordo com o promotor José Pimentel Neto, a perícia tem como objetivo avaliar o real estado de saúde de Constantino e se há possibilidade de o tratamento ocorrer na Penitenciária da Papuda.
O promotor explica que o pedido se deve ao fato de o empresário não ter histórico de problema de saúde e, mesmo assim, solicitar atendimento médico. “De repente, ele é preso e começa a passar mal”, estranha.
José Pimentel lembra que Constantino passou por uma oitiva de mais de 12 horas na última quarta-feira (15) e sequer pediu atendimento médico.
Boletim médico
Por volta das 11h50, o Hospital do Coração do Brasil publicou uma nota sobre o estado clínico do paciente. De acordo com o comunicado, Nenê realizou um cateterismo às 9h30, onde foi identificado uma “discreta obstrução nas artérias coronárias”. Ainda de acordo com o hospital, não será necessária a realização de angioplastia e o tratamento será realizado apenas com medicações.
O cardiologista Edmur Carlos de Araújo, informou que Constantino deverá sair da Unidade de Tratamento Intensivo nesta tarde, mas não há expectativa ainda de alta hospitalar.
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