Audiência do processo que apura o homicídio da professora Christiane Silva Mattos está sendo realizada desde ás 15h de hoje (17) na 1ª Vara Criminal de Brasília. Está prevista a oitiva de testemunhas, após o que deve acontecer o interrogatório do réu. Christiane foi morta no Parque da Cidade, em 28 de março, depois de ser abordada no estacionamento do Pátio Brasil.
Durante a audiência a cunhada de Walisson afirmou que ele foi ao Pátio Brasil no dia do crime entregar currículos. Já o irmão do réu afirmou que ele tinha perdido emprego 3 dias antes do crime e no dia posterior ao crime foi jogar futebol.
Ex-companheira diz em depoimento que foi a um show com Walisson na noite após o crime e que ele estava tranquilo e brincando. Ela também relata que ele estava muito chateado com a perda do emprego e afirmou também que ele já tinha tentado suicídio algumas vezes e que estava “sempre em depressão”.
Mãe de Walisson falou do desespero que sentiu ao saber do crime e que encontrou aliança de Christiane no quarto do filho.
Antes do marido de Christiane entrar, o réu é retirado do tribunal a pedido do mesmo. Ele diz que, ao receber ligação dizendo que ae sposa não buscara filhos, já sabia que algo grave acontecera e chora ao contar como soube da morte da mulher.
O réu volta para o tribunal para ser interrogado e afirma que tinha relacionamento com Christiane e no Shopping, ela que o chamou para ir ao Parque da Cidade. Walisson alega que falava com Christiane por celular, mas não soube dizer o número. Porém, ele afirmou não ter como comprovar que fez ligação telefônica para Christiane em data anterior ao crime
Quanto aos motivos do crime, o réu disse não ter interesse de roubar objetos de Christiane e nem de matá-la. O acusado fala de duas versões diferentes que já deu para o crime e alega que foi agredido por policiais.
A promotoria questionou que Walisson já deu quatro versões para o crime e alegou a versão de que ele teria envolvimento com a vítima, uma ves que nos filmes do shopping, em nenhum momento Walisson é visto com a professora.
A defesa pediu exame de sanidade mental do acusado como diligência complementar. Ele permanecerá preso.
Já se aproximando para o fim da audiência, o juiz determinou a instauração de incidente de sanidade mental de Walisson.
Aguarde mais informações.