Um relatório elaborado pela Comissão de Saúde da Câmara Legislativa (CLDF) e encaminhado ao Ministério Público do DF revela sérios problemas no Hospital Regional de Planaltina, um dos mais movimentados da capital. O documento mostra, por exemplo, fotos de equipamentos radiológicos encaixotados há pelo menos três anos nas dependências da unidade.
Outro ponto mostrado pelo relatório é que, enquanto pacientes são atendidos em macas improvisadas no corredor do pronto-socorro, caixas com camas elétricas novas estão expostas ao sol e à chuva na área externa do hospital.
O documento traz ainda outras imagens que flagram o descaso com os prontuários de pacientes e ex-pacientes. Os documentos estão praticamente abandonados na área externa do Hospital de Planaltina. Nesse mesmo local, baldes, cadeiras e móveis velhos, além de caixas de papelão e equipamentos inutilizados, acumulam-se e formam um verdadeiro entulho em área que deveria ter controle sanitário.
“A situação é caótica e revela o completo descaso com os pacientes do Hospital de Planaltina. Além de possuir equipamentos novos e encaixotados enquanto a unidade carece de aparelhagem, esse entulho com prontuários e material inutilizado tem sido um verdadeiro convite para bichos peçonhentos e animais que trazem doenças, como ratos, pombos e baratas. Um verdadeiro absurdo”, relatou a presidente da Comissão de Saúde, deputada distrital Liliane Roriz (PSD).
Segundo a parlamentar, cópia do relatório foi encaminhada para a Promotoria de Saúde do MP e também para o Conselho Regional de Medicina, que tem fiscalizado as condições das unidades de saúde do DF. “Esse é apenas mais um problema que reflete a péssima gestão das unidades”, disparou Liliane.
Demanda
O Hospital de Planaltina foi inaugurado em 1976 para atender uma população de 40 mil pessoas. Mas, hoje, são 250 mil moradores, além de toda a população que vem da Região Metropolitana. A unidade, que oferece cerca de 20 especialidades médicas, além de emergência e pronto atendimento, passou por reforma e em 2011 foi entregue com a promessa de atender pelo menos 900 pacientes por dia.
A reportagem procurou o governo Agnelo, mas até o fechamento desta edição o GDF não se pronunciou sobre o assunto.