Fabiana Mendes
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Populares e baratos. Assim são conhecidos os Restaurantes Comunitários do Distrito Federal. Por apenas R$ 1, é possível ter um almoço de cardápio variado para as mais de 25 mil pessoas que frequentam diariamente as unidades espalhadas por várias cidades do Distrito Federal. Porém, um fator pode amargar o paladar de quem faz suas refeições por lá. Nove dos dez restaurantes comunitários visitados pela Vigilância Sanitária foram intimados por irregularidades.
Falta de higienização, controle inadequado de temperatura, falta de materiais adequados, panelas amassadas e ausência de filtro são algumas das irregularidades. No Restaurante Comunitário de São Sebastião a situação ficou mais grave porque, além das irregularidades citadas, foram encontrados 1.550 quilos de carnes em péssimas condições de armazenamento. Elas foram apreendidas pelo chefe de Núcleo de Inspeção de São Sebastião, André Gódoy. “Estavam descongeladas e com embalagem danificada e, de acordo com um funcionário do restaurante, ela tinha chegado de outra câmara fria quebrada”. Segundo ele, que é engenheiro alimentar, o consumo dessa carne pode causar sérios danos à saúde da população. “A ingestão de um alimento em condições erradas de refrigeração causa diarreia, febre, vômito e cólica. Além de poder se transformar em uma séria intoxicação alimentar”, ressaltou.
Ainda de acordo com André Gódoy, bactérias como a Salmonella, o Staphylococcus aureus, os bacilos e os coliformes fecais são comumente encontrados em alimentos assim. Segundo funcionários do local, passam pelo restaurante de São Sebastião cerca de 2,4 mil pessoas diariamente. “Almoço aqui há três meses e nunca passei mal, mas agora, com essa situação, buscarei outra alternativa”, afirmou o ajudante de pedreiro Hamilton Aguiar.
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