Duas pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (05), no Distrito Federal, suspeitas de comandarem fábricas clandestinas de mídias piratas. Edivan Barbosa dos Santos, de 32 anos, no Condomínio Del Lago, próximo ao Paranoá, e Cícero da Silva, de 44, em Ceilândia Norte, produziam e repassavam produtos falsificados para as zonas norte e sul do DF. Junto deles, a ação policial apreendeu, ao todo, 230 gravadoras, 15 impressoras e 25 mil mídias, contabilizada a maior apreensão do ano.
A investigação, que durou cerca de duas semanas, foi fruto de denúncias anônimas. Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Combate aos Crimes Contra Propriedade Imaterial, Luiz Henrique Dourado Sampaio, os suspeitos foram presos cada um em suas respectivas fábricas. “Agora eles estão mais espertos. Não fazem esse tipo de trabalho em suas próprias residências, mas em imóveis alugados. É uma forma de tentar burlar a fiscalização”, conta.
Eles compram a mídia por R$ 0,50, gravam o material e revendem por R$ 1,50, em atacado. O revendedor repassa para o público por R$ 3,20. Então, toda a mercadoria apreendida pode ser avaliada em, aproximadamente, R$ 80 mil, se baseada neste critério.
O delegado ressalta que a pirataria está em decadência no DF, pois população tem se conscientizado de que é um ato ilegal comprá-las e vendê-las. “A fiscalização está intensa. Antes eles vendiam de maneira escancarada, hoje em dia são mais discretos. A quantidade diminuiu muito, estão com medo de vender, e a população de comprar. Quem adquire esse tipo de mercadoria pode ser indiciado por repressão, crime, atividade ilegal e receptação”, alerta.
Os supeitos não tinham passagem pela polícia. Cícero, que tinha uma quantidade menor de mídias, pagou uma fiança de R$ 2 mil e foi solto, já Edivan, dono de 20 mil produtos, pagou R$ 3 mil. Se condenados, podem pegar de dois a quatro anos de prisão.