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Brasília

Reposição de aulas ainda está sem definição

Arquivo Geral

04/05/2012 7h11

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Com o fim da paralisação de 52 dias dos professores, Sindicato dos Professores (Sinpro) e governo se reuniram pela primeira vez para definir o calendário de reposições de aulas dos cerca de 500 mil alunos diretamente afetados pela maior greve dos últimos dez anos. A decisão se as aulas devem ser repostas em fins de semanas, nos feriados ou nas férias, no entanto,  ficou para a próxima segunda-feira.

 

Alunos e pais aguardam ansiosos por uma definição. Eles  estão preocupados com os rumos do ano letivo, após uma greve tão longa, ainda mais que muitos estudantes ficaram sem aula ontem por falta de professor. Especialistas apontam que alunos da alfabetização, do Ensino de Jovens e Adultos e estudantes em fase de conclusão do Ensino Médio, em preparação para o vestibular, devem ser os mais afetados.

 

A reunião entre a direção do Sinpro e representantes da Secretaria de Educação traçou os primeiros cenários possíveis para a reposição das aulas. Ao longo da paralisação, 35 dias letivos foram perdidos. Foram listadas  as possibilidades de reposição com objetivo de evitar a perda de conteúdo e ao mesmo tempo diminuir o desgaste de estudantes e mestres que podem ter todos os sábados até dezembro.

 

De acordo com o diretor de Comunicação do Sinpro, Cleber Ribeiro Soares, a reunião previu as possibilidades de reposição nos sábados,  feriados prolongados, utilização de parte do recesso de julho ou ainda fazer uma recomposição, que poderia estender o ano até janeiro de 2013.

 

 Plenária hoje

 

 “Vamos levar o debate para uma plenária neste sábado (amanhã) com os professores da classe e definir isso para levar na segunda-feira ao governo. Sabemos que aulas todos os sábados, por exemplo, podem levar a ainda mais cansaço de todos, mas vamos analisar para chegar a um consenso da categoria”, disse.

 

Para estudantes e pais, o problema está além do próprio cansaço e das possíveis perdas de viagens de férias de muitas famílias. Para a mãe de três estudantes do Gama, Marileide Dias dos Santos, de 42 anos, as perdas de todo o período foram bem maiores. “O pior desta greve foi realmente a perda de conteúdo. Eu saio de casa às 5h20 e só volto à noite, e não consegui fazê-los estudar em todo esse tempo. Agora, quero ver se  não vão perder o ano depois de tanto tempo. E ainda por cima hoje minha filha voltou e só teve uma aula”, afirmou.

 

Com relação à falta de professores  no primeiro dia, a Assessoria de Imprensa do Sinpro informou que  a falta de professores é problema recorrente no sistema educacional, cabendo à Secretaria de Educação responder a estas demandas.

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