Da Redação
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A reposição das aulas vai mexer com a rotina dos estudantes e professores da rede pública de ensino. A partir de hoje, os alunos terão aula aos sábados e em parte do recesso de julho, para cumprir o calendário escolar. A maratona deve se encerrar apenas em 29 de dezembro. As escolas que participaram parcialmente da greve deverão cumprir somente os dias perdidos.
Nesta retomada do ano letivo, o que mais tem preocupado pais e alunos é o conteúdo ministrado nas aulas. Mas os professores garantem que ninguém será prejudicado e que as reposições serão de qualidade. “Espero que a reposição seja feita da melhor forma possível. Nós fizemos o compromisso e vamos cumpri-lo. Pais e alunos podem ficar tranquilos, porque as aulas serão de qualidade e todo o conteúdo será passado”, assegura o professor Marco Aurélio Braga, do Centro de Ensino Fundamental 412 de Samambaia.
Para Marco Aurélio, é fundamental que a reposição seja feita. Segundo ele, o ano letivo começa hoje. “Os estudantes saíram de férias e quando voltaram, já entraram na greve. Esse ano, eles ainda não tiveram o ritmo das aulas e nós faremos o possível para que tudo saia como o planejado”, explica.
O Centro de Ensino Fundamental 602 do Recanto das Emas tomou a iniciativa de convocar os pais para uma reunião. Segundo o professor Francisco Celso Leitão, o evento tem o objetivo de informar aos pais como será o processo de reposição.
Motivação
“Nós vamos explicar a eles o motivo da greve e também iremos deixá-los cientes de quais aulas ocorrerão em cada sábado. Tudo isso é para mostrar que os professores estão dispostos para fazer um bom trabalho nesse período”, explica. Segundo o professor, outro motivo para a reunião é fazer com que os pais fiquem motivados e também motivem os filhos a ir para a escola.
A opinião dos estudantes com relação à reposição é variada. Para Saulo Moraes, de 14 anos, apesar da dificuldade de ter aulas aos sábados, a vontade de estudar prevalece. “Esperei muito por esse momento. Ficamos muito tempo sem aula e já estava ansioso para que voltasse. O lado ruim será perder as férias de julho”, aponta.
Já o estudante Jeferson Lucas Nunes diz que a reposição atrapalhará algumas atividades. “Eu ia para a igreja aos sábados e não vou poder mais. Além disso, era o tempo que eu tinha para descansar ou encontrar com os amigos”, lamenta. Para o estudante, a greve não deveria ter acontecido e a as aulas deveriam ter seguido o ritmo normal.