O coordenador do setor de outorgas da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), Rafael Melo, disse nesta sexta-feira (10), durante audiência pública no Núcleo Rural Lago Oeste, em Sobradinho, que os moradores deveriam se unir para a construção de poços, medida que ajudaria a minimizar os riscos de contaminação da água e reduzir o custo da captação.
Os usuários conheceram as regras e os critérios para a concessão de outorga (licença de captação) pela Adasa, baseados nas disponibilidades hídricas da região.
Resolução que entrará em vigor no início do próximo ano pretende assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água, por meio das outorgas e otimizar o controle e o monitoramento das reservas hídricas subterrâneas do Núcleo Rural Lago Oeste. Para tanto, a minuta foi embasada pelo Plano Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos e pelo relatório de consultoria técnica.
Segundo Rafael Melo, a ocorrência de conflitos entre usuários pela água na região obrigou a agência a estabelecer regras claras para a localização dos poços para a concessão da outorga. Essa providência, disse, evitará a construção de captações muito próximas umas das outras, prejudicando a quantidade de água disponível para cada usuário. Evitará, também, a contaminação do lençol de água subterrâneo pela proximidade com as fossas de esgoto.
Pela resolução da Adasa, os limites de captação ficar estabelecidos em 75% da produção total do poço por 20 horas de funcionamento.
Wilson Amerswald, presidente da Associação dos Produtores Rurais do Lago Oeste, em nome dos moradores, afirmou que a comunidade local tem o compromisso de proteger e conservar o Lago Oeste, considerada uma área estratégica pela localização entre duas bacias hidrográficas.
O diretor da Adasa, Antônio Magno, que presidiu a sessão, explicou a importância da participação ativa da sociedade na gestão dos recursos hídricos e na discussão das questões ambientais: “A Adasa é motivada pelo interesse público, sem o envolvimento da sociedade, pouco podemos fazer. Essa audiência pública visa informar sobre os procedimentos e buscar sugestões da comunidade”.