Pacientes que dependem da rede pública de saúde no Distrito Federal sofrem com a falta de médicos, a precariedade na estrutura dos hospitais e a lentidão do atendimento. Mas, como se já não fosse suficiente, a falta de aparelhos imprescindíveis para a realização de alguns exames também é um empecilho para que os pacientes obtenham um diagnóstico preciso da doença.
É o caso dos tomógrafos de três hospitais, que continuam sem funcionar. Quem precisa do aparelho no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), do Paranoá (HRPA) e da Ceilândia (HRC), é obrigado a se transferir para outros hospitais da rede pública, como o Hospital de Base.
Em janeiro, o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, afirmou que em 30 dias o problema com os tomógrafos seria solucionado e que os exames voltariam a ser feitos. Entretanto, a promessa ainda não foi cumprida e os pacientes reclamam da deficiência no atendimento.
“Não tem nem médico”
Na porta do Hospital Regional da Ceilândia, Vanilda de Oliveira mostrou-se indignada com a deficiência no atendimento. De cadeira de rodas, após quebrar as duas pernas em um acidente de carro, ela reclamou do descaso com os pacientes e da falta de estrutura do hospital. “Aqui está horrível. Nada funciona. Não tem nem médico, quanto mais tomógrafo. Já é a segunda vez que venho aqui nessa semana e não consegui ser atendida”, reclama.
Leia mais na edição desta quinta-feira (24) do Jornal de Brasília