Leandro Cipriano
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Os recursos hídricos subterrâneos são responsáveis por, pelo menos, 20% do abastecimento de água do Distrito Federal. Contudo, a Agência Reguladora de Águas , Energia e Saneamento Básico (Adasa) estima que atualmente cerca de 30 mil poços exploram esses recursos no DF – a maioria por condomínios irregulares. Para evitar que mais ações agridam os reservatórios subterrâneos, também chamados de aquíferos, a Adasa estuda revisar sua própria normativa, implementando métodos que prevejam uma recarga artificial nesses pontos. A intenção é garantir uma injeção extra de água nos locais, que são abastecidos apenas pelas chuvas.
A estimativa é que até este ano a resolução da Adasa já preveja o uso da recarga artificial dos aquíferos do DF. Além de colocar em prática um tema que ainda não está regularizado, a Adasa estuda em que pontos a aplicação das técnicas de recarga será mais viável.
Dependência
Cada vez mais o DF depende das águas subterrâneas. Os recursos hídricos superficiais são alimentados, em parte, pelos aquíferos, principalmente na estação da seca, que costuma se prolongar no DF. Isso porque a disponibilidade dos recursos hídricos superficiais tem suas limitações, justamente por estarem situados em uma região alta e de nascentes, com os rios de baixa vazão.
Vários métodos podem ser utilizados para a recarga artificial, a depender dos locais onde realizados. A ação se faz necessária não somente para evitar uma futura escassez do recurso, mas também com o intuito de garantir uma qualidade maior da água e melhorar a distribuição nos locais onde são mais necessários.
Entre os mecanismos de recarga artificial mais comuns está a caixa de infiltração, também conhecida como poço de injeção passiva. São escavações no solo que podem ser revestidas, ou não, com manilhas furadas, preenchidas com areia ou cascalho para facilitar a infiltração da água. Um sistema de capitação das chuvas por mecanismos colocados nos telhados, com escoamento direto para os aquíferos, também é uma das várias opções estudadas pela agência reguladora.