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Brasília

"O crack é uma tragédia"

Arquivo Geral

22/12/2010 7h48

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

Com 35 anos de atuação na área da saúde, no apagar das luzes de seu mandato – e talvez até da carreira política –, o deputado federal Alceni Guerra (DEM-PR) concedeu entrevista exclusiva ao Jornal de Brasília para falar de uma das maiores batalhas que o Brasil está enfrentando: a guerra contra o crack. Como presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Crack e outras Drogas, composta por 150 deputados, Guerra deve apresentar o relatório final dos trabalhos de sua presidência na Frente Parlamentar. Com uma comissão externa de sete deputados, ele viajou para mais de sete países nas Américas do Sul e do Norte e na Europa para constatar: “Nós estamos errados na política de enfrentamento do crack. O crack hoje é uma tragédia nacional”, disse o deputado. Na entrevista ele explicou quais os erros e acertos da política nacional e apontou novos caminhos para os mais de um milhão de viciados na “pedra” no País.

 

Como o senhor avalia a atual situação do crack no País hoje?

Quando assumi a Frente Parlamentar esse ano, troquei a palavra epidemia do crack, termo usado quando há descontrole em alguma doença, por uma palavra que achei mais adequada: tragédia. O crack hoje é uma tragédia nacional. O Ministério da Saúde ainda trabalha com o dado de 2009 de 600 mil usuários no Brasil. Mas a Organização das Nações Unidas (ONU) já trabalha com o dado de 1 milhão e 800 mil, 1% da população brasileira. Com a Frente Parlamentar,  viajamos para três países, Portugal, Holanda e Itália, que parecem ser os mais bem sucedidos no combate a  drogas como essa. E eu pessoalmente fui à Argentina, ao Chile, e à Venezuela, e me reuni com os melhores técnicos dos EUA. E nunca tivemos algo tão grave quanto essa epidemia no Brasil.

 

Qual foi a avaliação dos especialistas sobre a nossa  política brasileira contra o crack?

Que nós estamos errados no enfrentamento do problema do crack. E eles dizem isso com muita clareza – argentinos, chilenos, estadunidenses, holandeses, portugueses e italianos. Dizem que o conceito com o qual trabalhamos é equivocado.

 

 

 

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (22) do Jornal de Brasília

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