Quatro homens acusados de assassinar o policial federal Wilton Tapajós Macedo, em um cemitério do Distrito Federal em 2012, foram condenados a penas que variam de um ano a mais de 21 anos de prisão.
Danillo Roberto Justino Martins, Bruno de Moura Tavares e Júlio de Sousa Santos foram condenados a 21 anos e 6 meses pelo crime de latrocínio – roubo seguido de morte. De acordo com a sentença do magistrado, o “crime teve consequências gravíssimas, uma vez que a vítima, agente da Polícia Federal, teve sua vida ceifada”, não tendo os criminosos direito a apelar em liberdade. O quarto acusado, Geovane Gonçalves de Oliveira Moraes foi absolvido da acusação de latrocínio, mas foi condenado por receptação, com pena de 1 ano, podendo o acusado cumprir a pena em regime aberto.
Danillo Roberto, porém, apresentou apelação de sentença proferida. Os dois outros que receberam a mesma pena ainda podem apelar.
Relembre o caso
No dia 17 de julho de 2012, o agente federal Wilton Tapajós estava visitando o túmulo dos pais, no cemitério Campo da Boa Esperança, em Asa Sul, quando foi surpreendido por assaltantes e levou dois tiros na cabeça. Ele morreu minutos depois no local.
O carro do agente teria sido levado pelos assassinos e encontrado na mesma semana próximo à Barreiras (BA). Ele teria sido clonado pela quadrilha, que segundo as investigações, era especializada na venda de carros roubados. A arma usada para matar Tapajós também foi apreendida e periciada pela polícia.
Na época, as primeiras informações davam conta de que o crime poderia ter sido motivado por vingança, queima de arquivo e até de acerto de contas, que poderia ser por causa de cobrança de dívidas. Num primeiro momento, a possibilidade de latrocínio foi descartada, mas logo depois confirmada pela polícia.
Saiba Mais
Wilton Tapajós trabalhava na Polícia Federal desde 1987. O último cargo que ocupou foi no núcleo de inteligência que trabalhou nas investigações da Operação Monte Carlo, que levou o contraventor Carlinhos Cachoeira à prisão.
Segundo laudo preliminar de balística, os tiros que mataram Tapajós foram de revólver calibre 38: o primeiro, na nuca, à média distância, foi o tiro fatal; o segundo, na têmpora, à queima-roupa, foi o de confirmação.