Bruna Sensêve
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O dia será cheio para os dois especialistas enviados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) com o objetivo de verificar a preservação do conjunto urbanístico tombado de Brasília. O argentino Luis Maria Calvo e o espanhol Carlos Sambricio deverão fazer um sobrevoo, no início do dia, pela região tombada e seus arredores. No fim da tarde, o encontro será com os representantes da sociedade civil organizada e das principais universidades da cidade. Um quarto documento com denúncias de agressões ao tombamento deverá ser entregue a eles na reunião.
Duas cartas foram enviadas à Unesco, em 2008 e 2010, e um terceiro relatório foi entregue ao Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), do qual Luis Maria Calvo e Carlos Sambricio fazem parte. Essa é parte da documentação que os urbanistas têm em mãos e que motivaram a vinda da segunda missão da Unesco a Brasília. Os documentos foram elaborados pela Federação em Defesa do Distrito Federal, constituída de várias entidades representativas da sociedade civil do DF.
Alguns de seus componentes, representantes do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Católica de Brasília e Centro Universitário de Brasília (Ceub) estarão reunidos nesta tarde. É a primeira vez que a população do DF ocupa um espaço tão privilegiado em missões internacionais, especialmente, relacionadas à preservação do conjunto tombado.
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