Elaine Siqueira
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A Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) prendeu, na noite desta última quinta-feira (5), dez pessoas envolvidas em furto de gasolina, álcool e óleo diesel, no SIA e em Samambaia. Foram apreendidos aproximadamente dois mil litros de combustível.
A quadrilha agia na adulteração de tanques falsos, inseridos em caminhões de distribuidoras de bebidas e comercializavam o combustível resgatado dos veículos em locais não divulgados pela Polícia.
Segundo informações do delegado-chefe Fernando César, as investigações tiveram início em março deste ano, depois que as empresas denunciaram o suposto golpe. Suspeita-se também que há pessoas envolvidas fora do Distrito Federal.
O golpe era praticado com o auxílio de uma gaiola, fixada no tanque, e do chamado “tanque flex”, que o motorista do caminhão utilizava dentro dos tanques originais para guardar parte da gasolina. Uma parte caia no tanque original e outra ficava retida no tanque para adulteração.
De acordo com a Polícia Civil, essa parte da gasolina era transferida para um tanque falso e, posteriormente, eram despejados em depósitos da quadrilha, que na maioria das vezes, funcionavam em fundos de quintal.
O dispositivo utilizado custa em torno de R$ 2 mil a R$ 6 mil e eram fabricados dentro e fora do Distrito Federal. Os caminhoneiros comercializavam cada litro de gasolina por R$ 2,50 e cada litro de álcool e diesel por R$ 1,50. As empresas lesadas não percebiam o golpe, pois a fraude era feita parcialmente a cada 40 litros de combustível.
Uma das maiores empresas afetadas no golpe teve, em média, R$ 300 mil em prejuízos. Entre as dez pessoas presas, sete são caminhoneiros e três são receptadores, sendo uma mulher que foi encaminhada para a Penitenciária Feminina, a Colmeia. Os outros dois receptadores foram liberados após o pagamento de R$ 1,5 mil em fiança.
“As investigações ainda não foram finalizadas e os nomes dos suspeitos serão preservados em sigilo, pois ainda existe a possibilidade de encontrar mais suspeitos”, afirma o delegado.
Todos serão autuados por roubo qualificado, formação de quadrilha, delito ambiental e delito econômico. Se condenados, podem pegar de três a vinte anos de prisão.
Quatro caminhões também foram apreendidos e irão passar pela perícia. O combustível também será periciado, uma vez que pode estar adulterado.