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Brasília

Quadrilha de 22 pessoas era liderada por menor no DF

Arquivo Geral

07/03/2012 7h00

Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br

 

Organizada e bem definida, toda uma quadrilha de roubo de veículos foi desarticulada. Supostamente liderado por um adolescente de 17 anos, o bando formado por 22 pessoas costumava roubar carros importados em áreas nobres e revendê-los por apenas 10% do valor de mercado em pelo menos quatro estados, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal.

 

Após seis meses de investigações, a Operação Leste foi desencadeada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) depois que uma análise criminal identificou uma queda acentuada no crime de furto de veículo e um consequente aumento no roubo de carros, principalmente nas asas Sul e Norte.

 

Foram mapeadas a participação desde o chamado “puxador” – homem que rouba o veículo – passando pela falsificação dos sinais identificadores, até os receptadores, que revendiam os carros já “esquentados” pela documentação falsa.

 

A quadrilha agia sob encomenda e tinha como principal alvo roubar o hatch médio de maior sucesso atualmente no mercado nacional: o modelo coreano Hyundai i30. “Todos na quadrilha tinham funções definidas e pelo menos cinco adolescentes e três mulheres faziam parte do esquema no momento de roubar os veículos e levá-los para Luziânia (GO) e Valparaíso (GO), onde a quadrilha tinha sua base”, explicou o diretor-geral da Polícia Civil, delegado Jorge Xavier, que acrescentou, ainda que o bando foi responsável pelo fenômeno da migração dos crimes de furtos de veículos para o roubo, muito apontado como casos de sequestros relâmpago.

 

De acordo com o delegado-chefe da DRFV, Cleidiomar Ferreira, a quadrilha tinha um modus operandi curioso. Cinco ou seis integrantes do bando deixavam Valparaíso em apenas um veículo e saltavam em algum ponto do Plano Piloto. A intenção era que cada um roubasse um veículo e seguisse dirigindo de volta para a cidade goiana. “Esse grupo não tinha um dia certo da semana e nem um horário para cometer os roubos. Geralmente eles ocorriam no momento em que motorista estivesse entrando ou saindo do carro. Os crimes eram cometidos durante à tarde ou à noite”, ressaltou o delegado.

Leia mais na edição impressa desta quarta-feira (07) do Jornal de Brasília.

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