Uma lei de 2008 estabeleceu o prazo de um ano para os empresários derrubarem os “puxadinhos” espalhados pela capital. A Agência de Fiscalização (Agefis) vem tentando acabar com esses abusos mas não tem obtido sucesso. Os comerciantes reclamaram que o período era curto demais e conseguiram prorrogar para abril deste ano. Em todo este tempo, nada foi feito e as irregularidades continuam. De acordo com a Agefis, o maior problema se concentra na Asa Sul, onde mais de 1,4 mil estabelecimentos já foram autuados.
O Ministério Público foi contra a prorrogação desde o início e entrou com uma ação para que esse novo prazo fosse cancelado. Onze mil comerciantes em todo o DF tiveram os alvarás cassados no ano passado. Eles argumentam que falta garantia de que vão conseguir a autorização para funcionamento após se adequarem.
O novo administrador de Brasília, José Messias de Sousa, diz que está aberto ao diálogo e pretende se reunir com Ministério Público, comerciantes e a comunidade para discutir a melhor estratégia para resolver a questão.
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