Menu
Brasília

Protestos escritos no corpo

Arquivo Geral

23/06/2013 9h00

A batucada feminista colocou o bloco na rua e encabeçou a terceira edição da Marcha das Vadias de forma pacífica. Cerca de três mil pessoas se reuniram no local da concentração, em frente ao Shopping Conjunto Nacional, localizado a poucos metros da Esplanada dos Ministérios. Por volta de 15h, os manifestantes começaram a andar. Durante três horas, as “vadias” percorreram uma extensão que passou pela Rodoviária do Plano Piloto e terminou na Torre de TV. 

 

Mulheres, homens, crianças e diversas famílias foram às ruas com  cartazes e gritos em prol do fim da violência contra a mulher. A servidora pública Mara Fonseca compareceu ao ato. “É preciso colocar nossa energia na rua. As mulheres precisam estar aqui para combater este preconceito velado que ainda existe. Eu já nasci vadia”, declarou Mara.

 

Sem blusa

 

A estudante Thaísa de Melo usou o próprio corpo como fonte de protesto, sem blusa, ela foi à luta. “Estou aqui, para que quando eu quiser sair à noite sozinha, não tenha que me preocupar se serei estuprada ou não”, disse.  

 

Kátia Azambuja chegou à cidade há pouco, e fez questão de comparecer ao protesto. Com o corpo pintado com dizeres, ela defende a legalização do aborto, uma das principais reivindicações do grupo. “Não temos culpa se somos projetadas para reproduzir, mas nem todas querem isso. O aborto é um direito nosso”, falou.

 

Cerca de 30 policiais acompanharam a passeata. Três moradores de rua que seguiram parte da marcha, aparentemente alcoolizados, começaram a lançar gracejos para as mulheres e foram expulsos da manifestação. “”, conta a integrante do grupo Mel Gallo.

 

Homenagem

 

As participantes fizeram um minuto de muito barulho em homenagem a ciclista Carol Scartezini Battist, que foi atropelada no dia 17, enquanto seguia de bicicleta em direção à manifestação na Esplanada dos Ministérios. Segundo as integrantes da marcha, Carol também pertencia ao movimento e lutava ativamente por seus direitos.

 

Na Esplanada dos Ministérios, reunião pacífica


Um grupo de manifestantes estimado pela Polícia Militar em três mil pessoas se concentrou de maneira pacífica na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O número de presentes foi provavelmente reduzido devido ao cancelamento do ato, anteriormente  adiado para quarta-feira.

 

O ato havia sido convocado pelo mesmo grupo de estudantes e internautas que organizou o protesto da última segunda-feira em frente ao Congresso, que reuniu cerca de dez mil pessoas e culminou com a invasão da marquise do prédio.

 

Marcha do vinagre 

 

Batizada de Marcha do Vinagre, em referência à prisão de um jornalista que portava vinagre durante um protesto em São Paulo, a manifestação foi marcada, desmarcada e remarcada em apenas 48 horas.

 

O desencontro de informações pode ter colaborado para o início tímido do ato. Antes do anúncio da desistência, mais de 20 mil pessoas haviam confirmado participação na página do evento no Facebook.

 

Ao grupo, uniram-se manifestantes contrários à aprovação da PEC 37, emenda constitucional que retira poderes de investigação do Ministério Público. Um manifestante pediu para todos o acompanharem numa “oração pelo Brasil”. Imediatamente foi vaiado e ouviram-se gritos de “estado laico, estado laico”.

 

O ato em frente ao Congresso foi pacífico. Alguém detonou um rojão de festa junina, mas foi imediatamente vaiado.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado