As manifestações para garantir direitos e serviços públicos de qualidade continuam a acontecer em algumas cidades do Distrito Federal. Enquanto os moradores de Planaltina clamaram por mais segurança, quem mora no Jardins Mangueiral protestou pela melhoria do transporte público e do abastecimento de água.
Em Planaltina, professores e estudantes do Centro de Ensino Médio 2 organizaram na manhã de ontem uma passeata pela paz. Os organizadores estimam que cerca de mil pessoas se concentraram frente à unidade escolar.
O movimento protestava contra a onda de violência na cidade, mais especialmente na região da escola. “Em Planaltina, há cinco escolas, e em uma delas houve há menos de dois meses um homicídio envolvendo um aluno”, explica o professor Hans Magno Alves.
Educação
“Todos nós pretendemos mostrar que não se pode ficar indiferente diante da violência que ronda a cidade. Acreditamos que a educação é o principal caminho para a superação definitiva do problema, assim como reivindicar medidas imediatas de policiamento para evitar os constantes assaltos e agressões que ocorrem no setor”, completa Hans.
Segurando cartazes, o grupo seguiu gritando palavras de ordem em direção à administração regional da cidade. “O movimento apresentou as reivindicações às autoridades, destacando a importância de haver um ambiente seguro no setor educacional”, relata o professor.
Um abaixo-assinado com dezenas de páginas foi entregue ao administrador regional, Nilvan Vasconcellos, que se comprometeu em enviá-las ao governador, além de marcar uma reunião com a comunidade em busca de uma solução para conter a violência.
Casas novas, mas sem água
Já no Jardins Mangueiral, cerca de 60 moradores fizeram um protesto por melhorias no abastecimento de água e sobre a falta de ônibus. O grupo bloqueou a DF- 463, que dá acesso a São Sebastião, e ocupou uma faixa da DF-001, no sentido Ponte JK.
Os moradores dizem que sempre falta água na região, algumas vezes por até uma semana. Em resposta, a Caesb informou que o bairro já possui redes e adutoras de abastecimento de água com capacidade para atendimento de toda a população, negando a falta d’água na região.
Porém, a companhia relata que as instalações hidráulicas internas às edificações e jardins, executadas pela construtora do empreendimento, apresentaram um padrão diferente do usualmente adotado pela Caesb, o que exigiu a execução de estudos e testes operacionais. Ainda conforme a nota, essa etapa de aprovação das instalações está adiantada. Dessa forma, as ligações nas residências deverão ser retomadas nas próximas semanas.
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