Carlos Carone
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Uma nova modalidade de tráfico de drogas, que ajuda a disseminar a venda de crack, cocaína e maconha, para diversas cidades do Distrito Federal, é investigada pela Polícia Civil. O chamado “tráfico consignado” deixou as autoridades em alerta pelo poder de escoar grande quantidades de entorpecentes no mercado do vício, em apenas uma noite. As prostitutas que varam as madrugadas fazendo programas passaram a praticar uma espécie de venda casada. Compra-se um papelote de cocaína, pedras de crack ou uma trouxinha de maconha e ganha-se “desconto” no programa.
A identificação das prostitutas é importante para se chegar até os distribuidores de drogas. A polícia identificou que muitas das garotas de programa que trabalham para o tráfico moram em cidades como Ceilândia e municípios do Entorno do DF, como Águas Lindas, Cidade Ocidental e Valparaíso. De acordo com as investigações, traficantes consideram as prostitutas um “revendedor seguro”, principalmente pelo fato de boa parte delas manter relacionamento de amizade com policiais que patrulham as ruas durante a noite.
Com drogas escondidas em bueiros, caixas de eletricidade ou mesmo em buracos no chão e em muros, as prostitutas casam a venda de drogas com os programas e ainda negociam o pagamento de um tipo de comissão com os traficantes. “Tudo que é vendido as garotas ganham um pequeno percentual em cima. Os preços variam, mas não é muito dinheiro”, explicou o diretor-geral adjunto da Polícia Civil, delegado Adval Cardoso de Matos.
Dificilmente as garotas de programa circulam em seus pontos portando as drogas. Quando percebem a aproximação de algum cliente com perfil de usuário de drogas, oferecem. “Elas revendem pequenas porções, mas que dependendo do volume diário pode ser considerada uma quantidade considerável”, afirmou o delegado, que acompanhou de perto como funcionava o esquema de tráfico de drogas em Ceilândia, quando ficou a frente da 15ª DP (Ceilândia Centro).
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