Ana Paula Andreolla
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Para quem ainda acredita que pessoas que movem o mundo da prostituição e do tráfico de drogas são adeptas de hábitos noturnos é bom começar a olhar em volta. Cada vez mais têm se tornado comuns no Distrito Federal essas práticas, consideradas ilícitas pela Justiça, acontecerem em plena luz do dia, em locais bastante movimentados. E há quem diga ainda que só se prostitui durante o dia para poder assistir às novelas que são transmitidas à noite.
É o caso de Joana (nome fictício). Há dez anos fazendo programa, ela conta que sua rotina começa como a de qualquer trabalhador, às 9h, nos pontos de ônibus do Pistão Norte, em Taguatinga. “Muitos homens nos procuram durante o dia, em seus horários de almoço, ou mesmo em horário comercial, para dar uma relaxada do trabalho”, explica a garota de programa. “Gosto mais de me prostituir durante o dia, para ficar quieta de noite, ver novela e dormir. Não perco minhas novelas por nada”.
Joana diz que não se sente prejudicada com a escolha de trabalhar durante o dia. “As pessoas pensam que o movimento maior é de noite, mas hoje em dia não faz muita diferença. Me prostituindo durante o dia consigo arrecadar cerca de R$ 6 mil por mês. Faço isso porque tenho muita preguiça de trabalhar, nunca gostei. Minha família acha que eu saio de casa todos os dias para ser secretária. Ela só não sabe é que eu sou a secretária do prazer”.
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